Notas ao café…

Big Brother vs. downloads

Publicado por JN em Fevereiro 19, 2008

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Depois do «ataque» por parte das autoridades ao site The Pirate Bay, um dos maiores e populares sites que fornecem links para downloads ilegais – ou seja, pirataria – com cerca de 10 a 15 milhões de utilizadores, as autoridades britânicas pretendem banir da Internet todos aqueles que forem apanhados a fazer downloads ilegais. Estima-se que no Reino Unido cerca de 6 milhões de pessoas façam downloads de ficheiros ilegai. As editoras queixam-se que este fenómeno custe à sua industria milhões de libras todos os anos. E o governo decidiu fazer algo, como sempre acontece quando alguém diz que «perde» dinheiro.

A decisão do governo britânico sofre de um pequeno contratempo; os fornecedores de serviços de Internet afirmam não ter possibilidade de controlar os actos dos seus clientes; «Internet providers are no more able to inspect and filter every single packet passing across their network than the Post Office is able to open every envelope» diz um comunicado da Internet Service Providers Association. E para reforçar esta incapacidade, afirmam ainda que por lei estão proibidos de inspeccionar os conteúdos que cada cliente retira da net. O cliente tem direito à sua privacidade.

Para Darren Waters, a proposta de lei do governo britânico tem dois inconvenientes: o primeiro serão as dificuldades técnicas, o segundo é o direito à privacidade do cliente. «In practice, however, the government’s proposals may prove difficult to implement. How, for example, would an ISP deal with a person downloading legal peer-to-peer content? If an ISP has to monitor exactly what each user is doing on sites normally known for their illegal content, not only may this be an unacceptably onerous task, but it may also land the ISPs on the wrong side of privacy law.»

Provavelmente haverão melhores soluções para combater a pirataria do que vigiar todos os que navegam diariamente na Internet. Os exemplos são variados – um dos mais recentes e que celeuma causou foi o dos Radiohead – e parecem agradar a todos. Também não me espanta que com os preços praticados na venda de CD’s de música e filmes a pirataria alastre. Se calhar até seria um excelente ponto de partida. Provavelmente será a altura de uma indústria ultrapassada ir de encontro aos interesses dos seus clientes, principalmente os mais jovens, sem grandes capacidades financeiras.

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Angel Boligan, «El Universal»

2 Respostas para “Big Brother vs. downloads”

  1. Tiago Fardilha disse

    Há algo que eu não compreendo: porque é que é piratatia fazer download de um episódio de uma série televisiva da Internet, mas já não é pirataria quando se grava o mesmo episódio quando dá na televisão. Moralmente, é o mesmo, desde que não se façam 500 cópias para distribuição ilegal…

  2. JN disse

    É uma boa questão… :)
    Mas pode-se sempre emprestar aos amigos o que se gravou, e o mesmo se passa com qualquer cd…a pirataria veio para ficar.

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