Notas ao café…

Chá e ignorância

Posted in notas ao café by JN on Abril 20, 2009

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Jeff Parker, «Florida Today»

Marie Cocco na Truthdig:

There’s nothing like tax-filing season to remind Americans that the only things certain in life are death and taxes—or that few public outcries are considered more patriotic than grousing about paying up.

What’s an ornery tax filer to do? Have a tea party, of course.

Em 1773 o parlamento britânico concedeu o monopólio do comércio do chá à companhia da Índias Orientais, sediada em Londres. A companhia passaria a distribuir o produto directamente nos mercados da colónias americanas, o que afectou o interesse dos colonos, desencadeando a revolta que ficou conhecida como «Boston Tea Party». Vários colonos disfarçaram-se de índios e invadiram os navios da Companhia atirando a carga de chá ao mar.

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David Fitzsimmons, «Arizona Daily Star»

O espírito da Tea Party voltou à América mais conservadora com o apoio de muitos dirigentes do Partido Republicano. O movimento nasceu a 19 de Fevereiro deste ano quando o correspondente da CNBC, Rick Santelli apelou por uma«Chicago Tea Party» em protesto contra o plano do Presidente Obama para ajudar aqueles que não podiam pagar as hipotecas das suas casas. O apelo foi escutado e com a ajuda da blogosfera de direita, depressa cresceu e deu origem ao FreedomWorks. Aqui todos aqueles que são «oprimidos» pelo governo americano, pela sua política económica, têm voz.

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Steve Sack, «The Minneapolis Star-Tribune»

O movimento organiza-se em células comunitárias onde o «socialista», também «fascista» e «opressor» Barack Obama é o alvo. Se o movimento original era, em principio, contra a política fiscal da nova administração e anti-impostos, depressa se tornou um «movimento revolucionário» onde se apela a uma América «mais tradicional». Impulsionados por comentadores como Rush Limbaugh, Glenn Beck, Bill O’Reilly e a Fox News de Rupert Murdoch, o movimento ultrapassou a fronteira fiscal e já tudo serve de arma de arremesso contra a «conspiração comunista» de Obama: os imigrantes, a escola pública, os livros escolares, os intelectuais, o modo de vida da «nova» América.

Andrew Sullivan escreve:

These are not tea-parties. They are tea-tantrums. And the adolescent, unserious hysteria is a function not of a movement regrouping and refinding itself. It’s a function of a movement’s intellectual collapse and a party’s fast-accelerating nervous breakdown.

No The New York Times, Paul Krugman escreve:

[...] Republicans have become embarrassing to watch. And it doesn’t feel right to make fun of crazy people. Better, perhaps, to focus on the real policy debates, which are all among Democrats.

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David Horsey, «Seattle Post-Intelligencer»

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