A importância do passado

Bruce Beattie, «Daytona Beach News-Journal»
Desde que chegou à Casa Branca que o Presidente Obama tenta esquecer o legado de George W. Bush e concentrara-se nas suas prioridades. Um dos legados que tenta deixar para trás é o controverso programa antiterrorista da administração Bush; mas como escreve o Washington Post, o passado não parece quer ficar esquecido e a nova administração não parece ter muita escolha.
O Director da CIA, Leon Panetta, admitiu que a agência escondeu do Congresso a existência de um programa antiterrorista durante oito anos. Neste período, a CIA estava sob as ordens do antigo vice-presidente Dick Cheney. Não se conhecem detalhes deste programa, mas sabe-se que não tem ligação ao controverso programa de interrogatórios a suspeitos terroristas e que foi iniciado logo depois dos ataques do 11 de Setembro. Nunca chegou a estar completamente operacional, mas entre 2001 e 2009 fizeram-se planos e decorreram treinos. Panetta, que não sabia da existência de tal projecto, admitiu que o programa — que serviria para enviar pequenos grupos com a missão de assassinar dirigentes da Al-Qaeda – foi abandonado no mês passado.

Victor Harville, «Stephens Media Group»
O Procurador Geral dos EUA, Eric Holder, estará a considerar em nomear uma comissão para investigar as acusações de tortura por parte da CIA durante a era Bush apesar da oposição da Casa Branca que acha que tal irá prejudicar a sua agenda legislativa e ser um ponto de divisão no país. Para o Presidente Obama é tempo de olhar para a frente e não para trás.
William Rivers Pitt, na Truthout, escreve que Barack Obama está em vias de perder o argumento mais importante da sua administração, que o passado é menos importante que o futuro:
[...] They would like his government, Congress and the American people to look forward, and to leave behind as much of the past as possible. The past, in this case, is the battery of crimes, cover-ups and tyrannies unleashed by their predecessors in the Bush administration.
The Obama administration’s argument in favor of leaving the myriad abuses of the Bush administration to the dustbin of history is understandable, though hardly valid at this point. Obama and his team have a thousand and one problems to deal with in the here and now, and according to them, any attempt to quest into the past will derail all the work they have to do. They are also justifiably concerned that Republicans in Congress will try to burn down the Capitol building if Democrats even twitch in the direction of digging up the past.
Understandable? Sure. Valid? Not by a long chalk.

Keefe, «The Denver Post»


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