«My primary intention for the project was to create a provoking and deep contemplation of Pablo Picasso’s Guernica. Is my model a true reconstruction of the Picasso’s painting, or is it merely a rough re-visualization? Is it still Picasso’s art or has it, through my addition of third dimension, become something completely different? It is not my place to answer those questions nor to determine the relationship between my three-dimensional reproduction and the original painting. Perhaps this is a question best left in the hands of critics.»
Art Donovan apresenta no seu site um conjunto estranho e ao mesmo tempo extraordinário de lâmpadas de sua autoria num design totalmente inovador. [link]
Vírus Netsky, que faz cópias de si próprio para os e-mails encontrados no computador infectado.
Um artista gráfico descodificou a aparência de alguns dos mais conhecidos e temidos vírus que afectam o mundo virtual. As imagens, criadas pelo romeno Alex Dragulesco, foram encomendadas pela empresa britânica MessageLabs, que trabalha com sistemas de segurança online. Para criar as imagens, a empresa disponibilizou os códigos dos vírus para Dragulesco. Os dados foram inseridos num programa de computador criado por ele, que, segundo a MessageLabs, transforma códigos em imagens de 3D.
Russian 3, um forma de spam.
A partir desta imagem, o artista trabalhou na aparência dos vírus famosos como o Trojan e o Storm, e diversos spams, entre outros. Uma porta-voz da MessageLabs afirmou que as imagens representam «uma correlação real entre os códigos e a aparência dos vírus» e que «não se trata de uma impressão do artista». Foi possível observar que vírus que faziam parte da mesma «família» apresentavam similaridades. A série de 15 imagens será usada para promover a nova campanha de marketing da empresa.
«Depois de Austerlitz há sempre um Waterloo. Sócrates há-de ter o seu Waterloo», disse Luís Filipe Menezes que também não gostou do estilo «agressivo» do «Imperador». Falta é saber se Santana Lopes será «Wellington» suficiente para a tarefa. Para já José «Napoleão» Sócrates, como em Austerlitz, continua sem rival à altura.
La bataille d’Austerlitz
Gérard François Pascal Simon (1770-1837)
Rodolphe Salis inaugura em 1881 um café-cabaret em Paris, em Montmartre, a que dá o nome de Chat Noir que com o tempo ficou a ser conhecido como um ponto de encontro de artistas, músicos, e escritores dos finais do séc. XIX. «La Tournée du Chat Noir avec Rodolphe Salis» foi um poster criado por Theophile Steinlen (1859-1923), pintor e ilustrador, em 1896, para Salis e é a sua obra mais conhecida.
Em 1865 o matemático e astrónomo alemão August Ferdinand Möbius (1790-186 descobriu uma curiosa superfície que ficou conhecida com seu nome, a Tira de Möbius. Esta contribuiu para a origem a um ramo inteiramente novo da Matemática, a Topologia, o estudo das propriedades de uma superfície que permanecem invariantes quando a superfície sofre uma deformação contínua. A tira de Möbius é uma superfície que tem um só lado.
Quem estiver interessado não deixe de ver estesite e este. É fácil construir uma.
«American Gothic», de 1930, é nos EUA um ícone incontornável do séc. XX. O quadro é para muitos americanos o retrato de uma certa ruralidade da América, que constitui uma característica enraizada na sua identidade. Retrata um agricultor e a sua filha em frente a uma casa de estilo gótico e a forquilha na mão do agricultor é uma forma de distinguir o trabalho do homem e da mulher. Wood baseou-se no tipo de fotografia dos finais do séc XIX. Como ícone americano e por aquilo que tenta representar - uma visão tradicional e conservadora -, «American Gothic» foi sempre alvo de paródias, presente em diversas campanhas publicitárias e cartoons.
A última pertence ao cartoonista Bill Schorr. O motivo do Sr. Schorr prende-se com as recentes cheias que o Midwest americano sofre no momento.
«A Criação de Adão» é um fresco pintado por Michelangelo por volta de 1511, que figura no tecto da Capela Sistina. A cena representa um episódio do Livro do Génesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.
Nos dias de hoje seria como representa o cartoonista cubano Ares (Arístides Esteban Hernández Guerrero) num cartoon sobre a juventude rebelde cubana (com a devida vénia a Michelangelo).
«Without thinking too much about it in specific terms, I was showing the America I knew and observed to others who might not have noticed. My fundamental purpose is to interpret the typical American. I am a story teller.»
«No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo».
Pablo Picasso sobre «Guernica».
«Guernica» é um painel pintado por Pablo Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo representa o bombardeamento pela aviação alemã da cidade espanhola de Guernica, durante a Guerra Civil Espanhola, em 26 de Abril de 1937.
Picasso ajudou o massacre de Guernica a ganhar notoriedade. Não fosse ele, talvez, a cidadela seria apenas mais um ponto indefeso e pacato perdido no norte da Espanha. O pintor, ao conceber aquela que muitos apontam como sua obra-prima, fez da cidade basca um símbolo de covardia e destruição, um manifesto contra a opressão e a guerra.
O crítico de arte Meyer Schapiro escreveu em um dos três ensaios que compõem sua obra «A Unidade da Arte de Picasso» que não é correcto reduzir «Guernica» apenas à esfera política. Com «Guernica», Picasso afirmou que o componente político é certo e mais que aceite na obra, mas que o facto de ela ser um libelo pela paz não pode defini-la apenas como uma pintura engajada.
Actualmente está no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
Escada Acima e Escada Abaixo, M.C. Escher, litografia, 1960
Um pátio interior quadrado é circundado por um edifício cujo telhado consiste numa escadaria contínua. Os habitantes deste complexo são possivelmente monges, adeptos de uma seita desconhecida. Talvez sejam obrigados ao ritual de andar todos os dias nestas escadas, durante algumas horas. Quando estiverem cansados poderão, ao que parece, voltar-se e descer em vez de subir. Mas, mesmo que isso faça sentido, ambas as direcções estão de igual modo em movimento permanente. Dois indivíduos rebeldes recusam-se, por enquanto, a participar neste exercício. Eles fazem as suas conjecturas, mas talvez mais cedo ou mais tarde venham a reconhecer o seu erro.
A escadaria contínua, que aqui nesta representação é o motivo principal, refere-se a um artigo de L. S. Penrose e R. Penrose, «Impossible objects: A special type of illusion», no número de Fevereiro de 1958 do «British Journal of Psychology». Neste artigo Lionel e Roger Penrose (pai e filho) introduzem-nos no mundo das figuras impossíveis que são objectos que podem ser relacionados com a Arte, a Psicologia e a Matemática. Estruturas que sugerem com grande força ser tridimensionais mas que, efectivamente, não estão construídas a três dimensões; «… esse é realmente o mérito de Escher, ao misturar o impossível com a realidade, enquadra as figuras impossíveis num cenário harmonioso que se afirma real à vista do observador…» (A.P.M., 1998, p.20).
E com grande mestria, o Sr. Locher demonstra algo que parece ser igualmente impossível nos dias de hoje; a paz no Médio Oriente segundo George W. Bush.
«Esta é a descendência de Noé. Noé era um homem justo e perfeito, entre os homens do seu tempo, e andava sempre com Deus. Noé teve três filhos: Sem, Cam e Jafet. A Terra estava corrompida diante de Deus e cheia de violência. Deus olhou para a Terra e viu que ela estava corrompida, pois toda a humanidade seguia, na Terra, os caminhos da corrupção. Então Deus disse a Noé: «O fim de toda a humanidade chegou diante de mim, pois ela encheu a Terra de violência. Vou exterminá-la juntamente com a Terra. Constrói uma arca de madeiras resinosas. Dividi-la-ás em compartimentos e calafetá-la-ás com betume, por fora e por dentro.»
Livro do Génesis [6,9-14]
Bem, isto é na Bíblia e o seu valor é aquele que cada um quiser atribuir - o que eu atribuo é apenas histórico -; duvido muito que Noé conseguisse construir tal arca. Mas tirado à letra, diria que Deus hoje não precisaria de se incomodar muito. Nós fazemos o trabalho por ele.
Michael Kountouris, «Politicalcartoons» (data ainda a determinar)
O Grito é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.
Munch descreveu assim a experiência que o levou a pintar a sua obra-prima: «Caminhava eu com dois amigos pela estrada, então o sol pôs-se; de repente, o céu tornou-se vermelho como o sangue. Parei, apoiei-me no muro, inexplicavelmente cansado. Línguas de fogo e sangue estendiam-se sobre o fiorde preto-azulado. Os meus amigos continuaram a andar, enquanto eu ficava para trás tremendo de medo e senti o grito enorme, infinito, da natureza.»
Wine comes in at the mouth
And love comes in at the eye;
That’s all we shall know for truth
Before we grow old and die.
I lift the glass to my mouth,
I look at you, and I sigh.
I DREAM’D in a dream, I saw a city invincible to the attacks of the whole of the rest of the earth;
I dream’d that was the new City of Friends;
Nothing was greater there than the quality of robust love—it led the rest;
It was seen every hour in the actions of the men of that city,
And in all their looks and words.