Notas ao café…

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The Piano

Publicado por JN em Maio 3, 2008

Uma curta metragem animada de Aidan Gibbons com música de Yann Tiersen. Uma retrospectiva da vida um velho através da musica do seu piano.

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The People’s Front

Publicado por JN em Março 21, 2008

«As disputas deviam ser regulamentadas e punidas como outros crimes verbais. Que defeitos não suscitam e acumulam em nós, reguladas e governadas como são pela cólera! Começamos por ser inimigos das razões e acabamos por o ser dos homens. Só aprendemos a discutir para contraditar, e, à força de se contraditar e ser-se contraditado, vem a acontecer que o fruto do discutir é perder e aniquilar-se a verdade. Assim, Platão, na República, proíbe o seu exercício aos espíritos ineptos e mal formados.
Porque nos havemos de pôr a caminho, para descobrir a verdade, com quem não tem passo nem andamento que sirvam? Não se prejudica o assunto quando o deixamos para procurar o meio de o tratarmos; não falo dos meios escolásticos e artificiais, falo dos meios naturais, dum entendimento são. Que sucederá por fim? Cada um puxa para o seu lado; perdem de vista o essencial, põem-no de parte na confusão do acessório.»

Michel de Montaigne, in «Da Arte de Discutir»

[Monty Python, «The Life of Brian»]

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Miss Gulag

Publicado por JN em Março 12, 2008

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Scott Stantis, «Birmingham News»

Desde a queda da União Soviética, a Rússia viu-se a braços com um aumento exponencial do crime. Mas parece que uma prisão para mulheres na Sibéria consegue tirar algum «proveito» disso. Nos últimos 20 anos, a prisão UF-91/9 realiza um concurso de beleza anual no qual as reclusas competem por uma tira e o título de «Miss Primavera».

Maria Yatskova, realizou um documentário sobre a prisão e as mulheres lá detidas. Ela descreve o evento da seguinte maneira: «The prison decided to invent its own rules with three categories - Greek Goddesses, Flower Gowns, and Imaginary Uniforms, which lets inmates design their ideal prison uniforms of the future. Many women have never heard of the Greek myths or exotic flowers they portray onstage, but they learn from books provided by the staff… Several guards and unit chiefs judge the contestants on their appearance and creativity, crowning the winner with a tiara «Miss Spring» and two runners-up «Miss Charm» and «Miss Grace.» News crews even broadcast the event on local TV.»

No seu filme, a Sra. Yatskova, conta a história de três reclusas que concorrem ao concurso de beleza. Através das palavras destas mulheres, Maria Yatskova explora as dificuldades e a luta das mulheres da primeira geração pós-soviética que de uma forma ou outra sucumbiram à transição de um sistema para outro.

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Alex Gibney em entrevista

Publicado por JN em Fevereiro 28, 2008

«On the Sunday following Sept. 11, 2001, Vice President Dick Cheney told the truth. On NBC’s “Meet the Press,” he said regarding plans to pursue the perpetrators of that attack: “We have to work the dark side, if you will. We’re going to spend time in the shadows.” The grim, deadly consequences of his promise have, in the intervening six years, become the shame of our nation and have outraged millions around the world. President George Bush and Cheney, many argue, have overseen a massive global campaign of kidnapping, illegal detentions, harsh interrogations, torture and kangaroo courts where the accused face the death penalty, confronted by secret evidence obtained by torture, without legal representation.» [link]

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«There is kind of a momentum to torture, as later on I discovered in the process of making this film. They have a term, it’s called “forced drift,” and so when you’re interrogating somebody, you’re trying to get information out of somebody and they don’t give you it, then you ramp it up. Particularly if there are no rules to guide you. And then you go more and more. And the next thing you know, you’re starting to brutalize somebody because they’re no longer a human being. And the military does understand this, and that’s why the military had rules in place, because you want a disciplined unit. You don’t want a mob, a lynch mob, in effect. But the Bush administration removed those guidelines…»

Excerto da entrevista de Alex Gibney autor do documentário «Taxi to the Dark Side» a Robert Scheer, editor da Truthdig. Neste documentário - que começou a dar polémica muito cedo -, galardoado com um Óscar para o melhor documentário, Gibney faz uma análise às circunstâncias que levou os americanos a cometerem actos de tortura. A história de um jovem taxista no Afeganistão - que é torturado e morto em 2002 - é utilizada como pano de fundo para discutir as tácticas empregadas pelo exército norte-americano no Afeganistão, Iraque e Guatánamo, num desrespeito flagrante ao determinado pela Convenção de Genebra.

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John Sherffius, «Boulder Daily Camera»

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What will your verse be?

Publicado por JN em Janeiro 20, 2008

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«Libros»; Angel Boligan

«No matter what anybody tells you, words and ideas can change the world.
(…) We don’t read and write poetry because it’s cute. We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion. And medicine, law, business, engineering, these are noble pursuits and necessary to sustain life. But poetry, beauty, romance, love, these are what we stay alive for.
To quote from Whitman, «Oh me, Oh life… of the questions of these recurring; of the endless trains of the faithless of cities filled with the foolish. What good amid these? Oh me, Oh life? Answer…that you are here and life exists….You are here. Life exists, and identity. The powerful play goes on and you may contribute a verse.»
The powerful play goes on and you may contribute a verse. What will your verse be?»

O prazer dos livros; a arte de viver ligada à boa literatura, assim escreve o The Guardian sobre o poder da sua cura words and ideas can change the world.

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The Birds

Publicado por JN em Dezembro 25, 2007

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J.D. Crowe, «Mobile Register»

«It could be the most terrifying motion picture I have ever made.» Alfred Hitchcock sobre o seu filme «The Birds» de 1963.

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1900

Publicado por JN em Novembro 18, 2007

«You’re never really done for, as long as you’ve got a good story and someone to tell it to.»

«Novecentos», Danny Boodmann T.D. Lemon Nineteen Hundred, «1900», nasceu num navio, nunca pôs pé em terra firme e a única visão da realidade para lá do mar vem-lhe dos passageiros que entram e saem do navio, rumo a vidas que ele desconhece. No seu mundo há música, que lhe sai dos dedos e anima o seu piano, e há o mar, cujos movimentos ele conhece de cor. É numa dimensão alheia a tudo que navega Novecentos. A bordo do «Virginian», um paquete do início do séc. XX, havia um rapaz que com o piano fazia o que queria. Tocava uma música estranha, do piano fazia sair notas estranhas, que parecia ter quatro mãos.

Um filme de Giuseppe Tornatore, baseado na obra de Alessandro Baricco. A história de um homem que podia ser tudo menos um homem comum. Mas para um homem assim, por vezes, o mundo pode ser algo grande demais.

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The Hustler

Publicado por JN em Setembro 17, 2007

Um filme onde escuros salões de bilhar se confundem com as vidas das personagens. Paul Newman é «Fast» Eddie Felson; a história de um homem que joga para ganhar mas no fim, ao ganhar, notou que já perdeu mais do que queria. Um filme de Robert Rossen em que Newman é brilhante e demonstra toda a sua mestria. Um filme que mostra o que é o bom cinema.

«How can I lose?»

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Napalm in the morning

Publicado por JN em Agosto 25, 2007

«You smell that? Do you smell that? Napalm, son. Nothing else in the world smells like that. I love the smell of napalm in the morning. You know, one time we had a hill bombed, for twelve hours. When it was all over I walked up. We didn’t find one of ‘em, not one stinkin’ dink body. The smell, you know that gasoline smell, the whole hill. Smelled like… victory. Someday this war’s gonna end…»

Robert Duvall, «Apocalypse Now» (1979)

Ao contrário do que muitos pensam é este o monólogo preferido do filme de Francis Ford Copolla, «Apocalypse Now», e não o do sobre o horror de Marlon Brando. Seria votado em 2004 como o melhor na história do cinema.

E muito bem aproveitado pelo Sr. Cardow do «Ottawa Citizen»

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Cardow, «Ottawa Citizen»

«…Smelled like… victory? Someday this war’s gonna end…»

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Persona

Publicado por JN em Julho 30, 2007

«At some time or other, I said that Persona saved my life—that is no exaggeration. If I had not found the strength to make that film, I would probably have been all washed up.»

Ingmar Bergman

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Liv Ullmann e Bibi Andersson numa das mais bem conseguidas cenas do cinema.

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O perfume de uma mulher…

Publicado por JN em Maio 25, 2007

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«Some people live a lifetime in a minute» diz o Ten. Coronel Frank Slade, cego, veterano de guerra e que num fim-de-semana vai dar uma lição de vida a um jovem. O Ten. Cor. Slade está no fim do seu percurso, pelo menos ele assim o pensa, mas ele também irá aprender algo com esse jovem, porque todos aprendemos uns com os outros.

Todos os filmes podem ser reduzidos a uma cena, em «Scent of a Woman» seria esta - bem, pelo uma delas -; porque no tango não há erros, não é como a vida…

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Don Corleone e o gato…

Publicado por JN em Maio 9, 2007

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Ao filmar esta cena, Francis Ford Coppola encontrou um gato vadio que se passeava no cenário; entregou-o a Marlon Brando sem lhe dizer uma única palavra… A empatia entre Brando e o gato foi imediata, como se pode ver na primeira cena do filme… Verdade ou não, ficou para a história do cinema…

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Corpse Bride

Publicado por JN em Maio 1, 2007

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Porque até não se mente a ninguém, muito menos a alguém tão bonita… Uma das minhas cenas favoritas, de um dos meus filmes favoritos de um realizador, Tim Burton, que também é um dos meus favoritos…

Um simples dueto de piano… E ele até gosta do entusiasmo dela…

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The Million Dollar Hotel

Publicado por JN em Abril 18, 2007

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Um filme de Wim Wenders, uma história de Bono e Nicholas Klein…

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Edward Scissorhands

Publicado por JN em Abril 10, 2007

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Winona Ryder dança sob uma «chuva» de gelo… Provavelmente um dos melhores momentos do cinema…

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Chocolat

Publicado por JN em Abril 7, 2007

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Chocolate…não tem contra-indicações… Bom para tudo, até para o preconceito…

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Amélie…

Publicado por JN em Março 24, 2007

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«Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain», um filme de Jean-Pierre Jeunet, a minha «fábula» favorita…

A música chama-se «La Valse d’Amélie» de Yann Tiersen…

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Monkey Trial e o desígnio inteligente

Publicado por JN em Março 17, 2007

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Julgamento de John Thomas Scopes (1925), professor em Dayton no Tennessee, (EUA) por ir contra Butler Act, que proibia o ensino da Teoria da Evolução nesse mesmo estado. Na fotografia vê-se ao centro William Jennings Bryan, um presbiteriano devoto, que era a voz da acusação. O advogado de defesa foi Clarence Seward Darrow. O julgamento de Scopes viria a ser conhecido por «Scopes Monkey Trial» (Foto: «The New York Times»).

Acima de tudo o julgamento de Scopes é um duelo entre o velho e o novo mundo; entre duas formas de pensar: uma preocupado com a preservação de certos valores e outra que se questionava sobre esses mesmos valores e tentava encontrar outros… Quem dominaria a cultura na América, os tradicionalistas ou os modernistas? No meio encontrava-se o infeliz professor Scopes que cometeu o grave erro de falar das teorias de Darwin…

Scopes viria a ser condenado recorrendo da sentença em 1927 no Tribunal Supremo do Tennessee. Este considerou a Butler Act constitucional mas revogou a sentença de Scopes. A Butler Act só seria retirada da lei do Tennessee em 1967.

Quase um século depois, depois de todos os avanços que se verificaram na ciência, a cadeira da Sala Oval da Casa Branca é ocupada por um homem que confessa publicamente que não acredita na Teoria da Evolução… Os apoiantes do Criacionismo florescem na América conservadora ganhando terreno; um exemplo vem do estado do Kansas; como o Supremo Tribunal decidira que o criacionismo não podia entrar para os currículos académicos como ciência, em 1999 um Conselho de Educação conservador elaborou uma nova estratégia, já que o criacionismo não conseguia bases científicas para se afirmar como matéria curricular surgiram com a teoria do «Desígnio Inteligente»; o mundo natural é tão complexo e tão bem ordenado que tem que haver uma causa inteligente para que isso aconteça…

O Conselho de Educação pediu a uma comissão de educadores recomendações que a actualização dos parâmetros científicos do ensino, e, para separar definitivamente ciência e religião, que dessem uma definição de ciência. Foram apresentadas duas propostas antagónicas uma, apoiada pela maioria, propõe a manutenção dos actuais padrões, que abraçam a teoria da evolução, e que define ciência como «uma actividade humana de procura sistemática de explicações naturais para o que se observa no mundo à nossa volta». Para a outra, dos defensores do «Desígnio Inteligente», ciência é «um método sistemático de investigação contínua que usa a observação, experimentação, mensuração, construção de teorias, teste de ideias e argumentos lógicos que levem a melhores explicações dos fenómenos naturais». O Conselho aceitou as duas propostas…

Actualmente a Teoria da Evolução não é disciplina obrigatória, mas sim de opção naquele estado…Para fazer desaparecer a teoria da evolução, as escolas vão ser desencorajadas a ensinar botânica, anatomia e fisiologia. Segundo os parâmetros vigentes, os alunos do 8º ao 12º anos devem aprender seis pontos sobre os organismos vivos, incluindo a biologia básica dos animais e das plantas. As novas propostas reduzem a dois pontos, o conhecimento geral de como os organismos são classificados e as principais diferenças estruturais entre os organismos…

Em Portugal o movimento Criacionista também dá os primeiros passos com um Museu que contesta a teoria da evolução que vai nascer em Mafra…

E assim vai indo o mundo, às arrecuas… Afinal o julgamento de Galileu ainda não acabou, nem o julgamento das ideias, aquilo que realmente assusta muitos…

«Inherit the Wind» é uma peça de teatro de Jerome Lawrence e Robert Edwin Lee que estreou na Broadway em Janeiro de 1955. Foi adaptada ao cinema em 1960 por Stanley Kramer. É baseada no julgamento de John Thomas Scopes. William Jennings Bryan tem aqui o nome de Matthew Harrison Brady, Clarence Darrow é «substituído» por Henry Drummond - interpretado por Spencer Tracy - e John Thomas Scopes por Bertram Cates…

Mas deixemos o Sr. Drummond falar…

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Tears in rain

Publicado por JN em Março 13, 2007

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Escrito em 1968, o livro «Do Androids Dream of Electric Sheep?», de Philip K. Dick, demorou 14 anos a ser adaptado ao cinema. E demorou um década para que a obra de Ridley Scott fosse reconhecida como uma obra prima da ficção científica e de todo o cinema. «Blade Runner», de 1982, só com a versão do realizador em 1992 é que a obra de Scott recebe consenso geral do público e da crítica.

Muito se escreveu sobre a produção de «Blade Runner» e o mau ambiente que a rodeou - ao que parece e por exemplo, Harrison Ford e Sean Young não se davam lá muito bem -, artigos, teses, livros… penso que Ridley Scott nunca falou sobre isso e só muito mais tarde é que Harrison Ford o fez.

O design, a visão de Los Angeles em 2019 como uma cidade sombria, iluminada por neóns, de ruas apinhadas de gente e uma constante chuva ácida viria a marcar o filme e foi referência para muitos outros. É aqui que Rick Deckard (Harrison Ford) deambula à procura de Replicants - andróides que se fazem passar por humanos - ao mesmo tempo que se vai apaixonar por um, Rachael (Sean Young).

«Blade Runner» que gerou muita controvérsia ao longo dos anos, com todo o tipo de teorias, tornou-se com o tempo um filme de culto que veio a aumentar com a existência de duas versões do filme; a versão de Scott veio a acrescentar mais material a abdicou da narração em off de Deckard. Outro ponto a acrescentar é a hipótese do próprio Deckard ser ele próprio um Replicant. Scott insinuaria mais tarde que ele podia ser um…

Mas acima de tudo «Blade Runner» fica para a história do cinema como o filme mais conseguido visualmente.

«Tears in rain», a parte em que Rutger Hauer, Roy Batty, improvisa no filme… Provavelmente uma das melhores cenas do filme…

«I’ve seen things you people wouldn’t believe…Attack ships on fire off the shores of Orion…I watched c-beams glitter in the dark near the Tanhauser Gate. All those moments will be lost in time…like tears in rain.»
Roy Batty

Na versão do realizador, Ridley Scott

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A busca de Horus…

Publicado por JN em Fevereiro 22, 2007

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Do seu livro «A Trilogia de Nikopol», de Enki Bilal (o meu autor de banda desenhada favorito, confesso)… realizou o filme «Immortel (Ad Vitam)», um filme baseado na primeira e segunda parte desta novela, «A Feira dos Imortais» e «A Mulher Armadilha». Bilal que realizou, escreveu o argumento e idealizou os cenários, utiliza no filme personagens reais e personagens animadas por computador…

Estamos em Nova Iorque no ano de 2095. Numa pirâmide flutuante os Deuses do antigo Egipto julgam Horus, um deus com cabeça de falcão, e condenam-o à morte. Um último desejo é-lhe concedido antes da sentença. Ele escolhe andar de novo entre os humanos…

Na cidade existe uma mulher, Jill, de cabelo azul que derrama lágrimas azuis. Horus cruzou o Universo para a conhecer e tem sete dias para o fazer. Ela tem a capacidade genética de engravidar de um deus, o que concederia a Horus a imortalidade. Para o conseguir, Horus vai possuir o corpo de Nikopol, um prisioneiro político que acabou de fugir…

As críticas foram muito distribuídas entre o bom e o menos bom, mas eu nunca liguei muito às críticas… Vejo por mim mesmo… Claro, é preciso gostar deste tipo de filme!

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Bella Musica

Publicado por JN em Fevereiro 19, 2007

Um filme de Lacey Bannister da Ringling School Of Art And Design, de 2005, que foi apresentado no Florida Film Festival de 2006.

Quando um arrogante baixo masculino encontra um violoncelo feminino, o resultado é deveras interessante…

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Coffee and Cigarettes

Publicado por JN em Janeiro 30, 2007

Um filme de Jim Jarmusch… um filme sobre pessoas e conversas de mesa de café… e com um dos últimos prazeres (quase) proibidos da vida….café e cigarros!

Nesta cena,Tom Waits e Iggy Pop falam de algumas coisas… é apenas brilhante…

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Star Wars «lego» Musical

Publicado por JN em Janeiro 26, 2007

Para comemorar, um concerto onde se juntam duas das minhas «coisas» favoritas: a «Guerra das Estrelas» e os legos…

Expressamente para o «Notas ao café…», Darth «Lego» Vader dirige a Orquestra Sinfónica do Império composta por elementos do Exercito dos Clones «Legos»…

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«História Trágica com Final Feliz»

Publicado por JN em Janeiro 10, 2007

«Há pessoas que são diferentes. Tudo o que desejam é serem iguais aos outros. Misturarem-se deliciosamente na multidão. Há quem passe o resto da sua vida lutando para conseguir isso, negando ou tentando abafar essa diferença. Outros assumem-na e dessa forma elevam-se, conseguindo assim um lugar junto dos outros… no coração.»

Retirado de «História Trágica com Final Feliz», curta-metragem de Regina Pessoa

«Era uma vez uma menina cujo coração batia mais rápido que o das outras pessoas». A frase surgiu a propósito de um trabalho de gravura e serigrafia do curso de pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A frase pedia uma gravura. E a gravura, outra frase: «Isso incomodava toda a gente… Por causa do barulho… O coração batia tão alto!
Ela tentava explicar: “É um coração de pássaro… Eu estou no corpo errado!…”
“Que é que ela disse?… É tolinha… não deve durar muito…”
Então, ela fugia…
Ela só queria desaparecer… deixar-se levar pelo vento…»

Demorou três anos, e milhares de desenhos, a realizar esta história que se conta em pouco mais de sete minutos. É uma curta-metragem de Regina Pessoa, de 2005, e que não pára de arrecadar prémios entre os quais: O Grande Prémio do Festival Internacional de Cinema de Animação d’Annecy 2006, considerado o «Cannes» do cinema de animação, e o principal prémio do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Barcelona, o Mecal Dosmilseis. Recentemente recebeu o Prémio de Melhor Animação da Competição Internacional do XXII Festival Internacional de Curtas-Metragens de Berlim. O reconhecimento internacional já rendeu a Regina Pessoa mais de trinta prémios.

Retirado da entrevista a Regina Pessoa, «UPorto», Dezembro de 2006

«História Trágica com Final Feliz» é uma co-produção internacional entre a Ciclope Filmes (Portugal), a Folimage (França) e o National Film Board (Canadá) onde a banda sonora foi realizada por Normand Roger.

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Play it again, Sam

Publicado por JN em Janeiro 8, 2007

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No site onde estão as 100 frases mais famosas do cinema, «Frankly, my dear, I don’t give a damn» do filme «E Tudo o Vento Levou», de 1939, ocupa o primeiro lugar, seguida de «I’m going to make him an offer he can’t refuse» (pessoalmente é a minha favorita) do filme «O Padrinho». Mas há uma, igualmente famosa, que não é possível encontrar: «Play it again, Sam»… No entanto seis das frases que lá estão pertencem a «Casablanca», mas não «Play it again, Sam».

É sem dúvida uma das frases mais conhecidas do mundo do cinema e atribuída, como seria de esperar, ao filme «Casablanca»…O problema é que nunca foi pronunciada durante o filme. É atribuída a Ilsa (Ingrid Bergman) quando ela pede ao pianista Sam (Dooley Wilson) para tocar a música que para ela representa o romance vivido com Rick (Humphrey Bogart) em Paris; o que Ilsa de facto diz é «Play it, Sam. Play “As Time Goes By”.»

Quando Rick faz o mesmo pedido a Sam diz, de uma forma pouco simpática diga-se, «You played it for her, you can play it for me.» No entanto, a maior parte das pessoas, e podem ter visto o filme várias vezes, irá garantir que Ilsa ou Rick disseram «Play it again, Sam»…

A frase viria a ser pronunciada, mais tarde, no filme «Uma Noite em Casablanca» dos irmãos Marx em 1946. É também o nome de um filme de Woody Allen, de 1972, onde Allen após o divórcio, tanta voltar à vida social ajudado pelo fantasma de Humphrey Bogart…É um outro filme a ver…

Mas Sam tocou, para Ilsa e Rick, «As Time Goes By», e como deve ser; a preto e branco

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StoryVille

Publicado por JN em Janeiro 1, 2007

Storyville foi um bairro de prostituição, legal, em New Orleans desde 1897 até 1917. Além de casas de prostituição, existiam inumeros bares onde fervilhava , e cresceu, o Jazz…

Um tributo aos fimes de animação dos anos 30 com música de Louis Armstrong, o tema «Funeral Jazz». Num ambiente «negro», um trompetista desempregado tenta ressuscitar o seu trompete…

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A fair lady…

Publicado por JN em Dezembro 4, 2006

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Audrey Hepburn (1929-1993)

E quem não se lembra desta (linda) senhora em «Breakfast at Tiffany’s» a cantar «Moon River»?
Muitos gravaram este tema, mas o de «Holly Golightly» é que ficou…

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