Uma mulher espera por uma consulta médica numa clínica dirigida pela organização Médicos Sem Fronteiras em Kerfi, no Chade. Segundo a ONU existem cerca de 180 mil refugiados internos. Um rosto que impressiona.
Crias de Panda Gigante apreciam umas maçãs na Reserva de Chengdu na província de Sichuan, na China. O panda gigante é uma das espécies mais ameaçadas do mundo e só existe na China. Estima-se que na reservas naturais das províncias de Sichuan, Gansu e Shaanxi vivam cerca de 1600 pandas em liberdade; 217 vivem em cativeiro.
O panda juntamente com o antílope do Tibete, a andorinha, o peixe (os quatro animais mais populares na China) e o Espírito da Chama Olímpica são representados pelas cinco mascotes dos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008.
Uma cria de Tartaruga Gigante dos Galápagos (será um dia gigante) com algumas semanas de vida passeia em frente da sua progenitora, esta realmente gigante, de de 70 anos no Zoo de Zurique, na Suíça. As maiores podem atingir 300 kg de peso, 1.3 metros de comprimento e têm uma esperança de vida que pode ultrapassar os 100 anos.
As medidas da União Europeia para parar a disseminação da BSE estão a ter um efeito maligno em muitas espécies animais, especialmente os necrófagos, estando muitas destas espécies em vias de extinção e sendo por isso protegidas por directivas comunitárias. A UE gasta por ano milhões de euros para as proteger. Agora por uma lei bem intencionada mas não totalmente pensada, muitas espécies passam fome, o que poderá inviabilizar todo o processo de as reabilitar. Por toda a Europa águias, abutres, ursos e outros animais estão a passar fome devido à falta de alimento. Esperam-se agora medidas por parte da UE para tentar resolver este problema.
A fundação britânica Wellcome Trust - uma das maiores fundações dedicadas à pesquisa biomédica do mundo - premiou algumas das melhores imagens feitas a partir de pesquisas médicas em 2007. O Wellcome Image Awards 2008 seleccionou 22 imagens que retratam a ciência de forma artística e «contribuem para a compreensão da medicina moderna e da ciência».
Annie Cavanagh, uma das premiadas deste ano, afirma que as imagens são importantes para a ciência e para o público em geral; «É importante expressar a ciência para o público de maneira artística para que consigam relacionar o que acham bonito com algo científico. Para os cientistas, as imagens têm valor porque faz uma grande diferença nas pesquisas ter acesso a uma imagem gráfica em três dimensões», explica Cavanagh. Entre as imagens que usam tecnologia mais avançada está a de um embrião de rato de 11 dias com o sistema nervoso em formação (na imagem: embrião de um rato de 11 dias mostra as partes do sistema nervoso a verde e o coração a vermelho.
As imagens seleccionadas para o prémio passarão a integrar o catálogo da Wellcome Trust, um dos principais arquivos públicos com imagens científicas e sobre a história da medicina do Reino Unido.
A imagem acima mostra um modelo molecular que mostra o RNA e os componentes proteicos em formato de fita.
«Apenas as palavras quebram o silêncio, todos os outros sons cessaram. Se eu estivesse silencioso, não ouviria nada. Mas se eu me mantivesse silencioso, os outros sons recomeçariam, aqueles a que as palavras me tornaram surdo, ou que realmente cessaram. Mas estou silencioso, por vezes acontece, não, nunca, nem um segundo. Também choro sem interrupção. É um fluxo incessante de palavras e lágrimas. Sem pausa para reflexão. Mas falo mais baixo, cada ano um pouco mais baixo. Talvez. Também mais lentamente, cada ano um pouco mais lentamente. Talvez. É-me difícil avaliar. Se assim fosse, as pausas seriam mais longas, entre as palavras, as frases, as sílabas, as lágrimas, confundo-as, palavras e lágrimas, as minhas palavras são as minhas lágrimas, os meus olhos a minha boca. E eu deveria ouvir, em cada pequena pausa, se é o silêncio que eu digo quando digo que apenas as palavras o quebram. Mas nada disso, não é assim que acontece, é sempre o mesmo murmúrio, fluindo ininterruptamente, como uma única palavra infindável e, por isso, sem significado, porque é o fim que confere o significado às palavras.»
«Fico sempre surpreendido quando vejo algumas pessoas a exigir o tempo dos outros e a conseguir uma resposta tão servil. Ambos os lados têm em vista a razão pela qual o tempo é solicitado e nenhum encara o tempo em si - como se nada estivesse a ser pedido e nada a ser dado. Estão a esbanjar o mais precioso bem da vida, sendo enganados por ser uma coisa intangível, não aberta à inspecção, e, portanto, considerada muito barata - de facto, quase sem qualquer valor. As pessoas ficam encantadas por aceitar pensões e favores, pelos quais empenham o seu labor, apoio ou serviços. Mas ninguém percebe o valor do tempo; os homens usam-no descontraidamente como se nada custasse.»
«Qualquer produto intelectual de valor que se pretende surta um efeito imediato, vasto e profundo, tem de conter uma secreta harmonia, uma afinidade mesmo entre o destino pessoal do autor e o destino da generalidade dos seus contemporâneos. As pessoas não sabem por que razão atribuem fama a uma obra de arte. Longe de serem connaisseurs, julgam descobrir nela uma centena de virtudes para justificar tal apreço; mas o verdadeiro motivo do seu aplauso é imponderável - é a simpatia.»
Thomas Mann, in «Morte em Veneza»
Foto: Fernando Alvarado / EFE
Um visitante fotografa uma das obras expostas na Feira Internacional de Arte Contemporânea em Madrid, na qual participam mais de 250 galerias. Sem fazer qualquer juízo de valor, até porque não estou habilitado para tal e em termos de arte fico-me pelo «gosto» e/ou «não gosto», sempre posso dizer que em certas situações é preciso de facto uma grande dose de simpatia para certas obras de arte. O sr. Thomas Mann tem toda a razão.
Uma fotografia de um soldado norte-americano exausto, num bunker em Korengal no Afeganistão, da autoria do britânico Tim Hetherington publicada na revista «Vanity Fair» foi a vencedora do World Press Photo 2007. Mostra um soldado manifestamente esgotado com a mão em cima da cabeça, um movimento que dirige o olhar para a face marcada pelo esforço.
O júri descreveu esta foto como sendo uma representação do «esgotamento de um homem e de uma nação». «Estamos todos ligados a isto. É a imagem de um homem no fim da linha», acrescentou o presidente do júri, Gary Knight.
«Apenas as palavras quebram o silêncio, todos os outros sons cessaram. Se eu estivesse silencioso, não ouviria nada. Mas se eu me mantivesse silencioso, os outros sons recomeçariam, aqueles a que as palavras me tornaram surdo, ou que realmente cessaram. Mas estou silencioso, por vezes acontece, não, nunca, nem um segundo. Também choro sem interrupção. É um fluxo incessante de palavras e lágrimas. Sem pausa para reflexão. Mas falo mais baixo, cada ano um pouco mais baixo. Talvez. Também mais lentamente, cada ano um pouco mais lentamente. Talvez. É-me difícil avaliar. Se assim fosse, as pausas seriam mais longas, entre as palavras, as frases, as sílabas, as lágrimas, confundo-as, palavras e lágrimas, as minhas palavras são as minhas lágrimas, os meus olhos a minha boca. E eu deveria ouvir, em cada pequena pausa, se é o silêncio que eu digo quando digo que apenas as palavras o quebram. Mas nada disso, não é assim que acontece, é sempre o mesmo murmúrio, fluindo ininterruptamente, como uma única palavra infindável e, por isso, sem significado, porque é o fim que confere o significado às palavras.»
«Há dentro de nós um poço. No fundo dele é que estamos, porque está o que é mais nós, o que nos individualiza, a fonte do que nos enriquece no em que somos humanos. E a vida exterior, o assalto do que nos rodeia, o que visa é esse íntimo de nós para o ocupar, o preencher, o esvaziar do que nos pertence e nos faz ser homens. Jamais como hoje esse assalto foi tão violento, jamais como hoje fomos invadidos do que não é nós. É lá nesse fundo que se gera a espiritualidade, a gravidade do sermos, o encantamento da arte. E a nossa luta é terrível, para nos defendermos no último recesso da nossa intimidade. Porque tudo nos expulsa de lá. Quando essa intimidade for preenchida pelo exterior, quando a materialidade se nos for depositando dentro, o homem definitivamente terá em nós morrido.
Já há exemplos disso. Um dos mais perfeitos chama-se robot. É invencível pensarmos o que será o homem amanhã. E nenhuma outra imagem se nos impõe com mais força. Mas o que desse visionar mais nos enriquece a alma é que o homem então será possivelmente feliz. Porque ser homem não é ter felicidade mas apenas ser humano. Não há grandeza nenhuma feliz e é decerto por isso que se diz que os felizes não têm história. A única felicidade compatível com a grandeza é a que já não tem esse nome, mesmo que o tenha. Chamemos-lhe apenas compreensão ou aceitação.»
«Dozens of people seeking refuge in a church in Kenya were burned to death by a mob on Tuesday in an explosion of ethnic violence that is threatening to engulf this country, which until last week was one of the most stable in Africa.» [IHT]
Numas eleições que pareciam terem tudo para decorreram de uma forma democrática e terem um resultado pacífico, onde pela primeira vez na história do Quénia um presidente poderia ser afastado pelo voto do povo, o presidente Mwai Kibaki consegue deitar tudo a perder e lançar o caos no seu país.
Kibaki foi nomeado presidente e aceitou o cargo pouco depois dos resultados serem divulgados, numa eleições que segundo observadores internacionais teve falhas e ficou aquém dos padrões internacionais. Após a recusa dos resultados eleitorais pela oposição a luta passou para as ruas. E como em tantos países africanos a luta política no Quénia transformou-se numa luta étnica. Os mortos acumulam-se e não mostra sinais de abrandamento. Para evitar mais exige-se que a comunidade pressione o governo do Quénia para uma imediata recontagem dos votos; no momento parece ser a única solução. Na terra dos elefantes o ano começou sangrento.
Uma cidade agora em todos os jornais por motivos que nada têm a ver com a cidade, ou com qualquer cidade com problema equivalente; apenas o resultado do «deixar andar» típico do estado português, que se esquece de regulamentar certas actividades, até que acontece algo. Aí aparecem as medidas, a vontade política, o absurdo…
Um momento de pausa, numa mina de carvão em Changzhi na província de Shanxi, na China, para um mineiro. Numa das mais perigosas e mortais profissões deste país - em 2007 morreram mais de três mil pessoas em acidentes em minas de carvão na China - este mineiro tira uma longa e pensativa passa num cigarro. Em breve voltará ao trabalho. O olhar e o rosto dizem o resto. (Foto: Reuters)
They will lay you low
They’ll break your horns and slash you with steel
I say it so it must be so
Now I’m down on my luck and I’m black and blue
Gonna give you another chance
I’m all alone, I’m expecting you
To lead me off in a cheerful dance
I got a brand new suit and a brand new wife
I can live on rice and beans
Some people never worked a day in their life
Don’t know what work even means
Mulheres muçulmanas rezam na Índia (1948). Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos
Henri Cartier-Bresson, George Rodgers, Robert Capa, David «Chim» Seymour and Bill Vandivert em Abril 1947, no restaurante do Museu de Arte Moderna em Nova Iorque, tiveram uma ideia para fundar uma revista de foto-jornalismo; nascia assim a Magnum. Para celebrar os 60 anos da revista a editora Thames & Hudson lançou «Magnum Magnum», um livro com mais de 400 fotos de alguns dos fotógrafos mais famosos da Magnum, como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e Eugene Smith. Além destes, o livro conta também com imagens de novos talentos da fotografia e membros mais recentes da agência. O livro traz seis imagens de cada fotógrafo, acompanhadas de uma pequena biografia e de um texto crítico escrito por um membro da agência.
[Eleição da Miss Polónia perto de Gdansk. Foi o primeiro concurso dete tipo na Polónia comunista. A adesão foi tal que tiveram que mudar o local para o telhado de um casino. Erich Lessing/Magnum Photos]
O lema da Magnum, e 60 anos depois de sua criação, continua a ser «ver as coisas de forma diferente». Por isso, as imagens que integram o catálogo da agência apresentam não apenas qualidade técnica, mas alto teor criativo e importância histórica. O livro expõe também os riscos corridos pelos fotógrafos da agência, que cobriram guerras, conflitos e desastres naturais por todo o mundo. Entre os momentos capturados pelas lentes dos fotógrafos da agência e reunidos no livro, estão a Revolução Sandinista na Nicarágua e a morte de Robert Kennedy.
Nicarágua durante a Revolução Sandinista (1983). Susan Meiselas/Magnum Photos.
«É a insuficiência do nosso ser que faz nascer a amizade, e é a insuficiência da própria amizade que a faz perecer. Está-se sozinho, sente-se a própria miséria, sente-se necessidade de apoio, procura-se quem lhe favoreça os gostos, um companheiro nos prazeres e nos pesares… (…) Então a amizade parece ser o que de mais doce há no mundo; tem-se o que se desejou, logo se muda de ideia. Quando se vê de longe algum bem, ele fixa de início os nossos desejos, e quando se chega a ele, sente-se o seu nada. A nossa alma, de que ele prendia a vista na distância, não pode repousar-se nele quando vê mais adiante: assim a amizade, que de longe limitava todas as nossas pretensões, cessa de limitá-las de perto; não preenche o vazio que prometera preencher; deixa-nos necessidades que nos distraem e nos levam a outros bens.
(…) Assim, os homens mais extremados não são os mais capazes de uma amizade constante. Em nenhum outro lugar a encontramos mais viva e mais sólida do que nos espíritos tímidos e sérios, cuja alma moderada conhece a virtude; pois ela alivia o seu coração oprimido sob o mistério e sob o peso do segredo, distende-lhes o espírito, alarga-o, torna-os mais confiantes e mais vivos, mescla-se aos seus divertimentos, aos seus negócios e aos seus prazeres misteriosos: é a alma de toda a sua vida.»
Luc de Clapiers Vauvenargues, in «Das Leis do Espírito»
Trinta anos depois do programa Apollo, a Terra é novamente fotografado, desta vez em alta resolução. As imagens foram obtidas pela sonda japonesa Kaguya que gira em torno da Lua. Estas são as primeiras imagens em alta resolução da Terra e foram tiradas a cerca de 380 000 km do nosso planeta. Foi um trabalho em conjunto da Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) com a NHK (Japan Broadcasting Corporation).
«The young marine lighted a cigarette and let it dangle. White smoke wafted around his helmet. His face was smeared with war paint. Blood trickled from his right ear and the bridge of his nose.
Momentarily deafened by cannon blasts, he didn’t know the shooting had stopped. He stared at the sunrise.
His expression caught my eye. To me, it said: terrified, exhausted and glad just to be alive. I recognized that look because that’s how I felt too. I raised my camera and snapped a few shots. With the click of a shutter, Marine Lance Cpl. James Blake Miller, a country boy from Kentucky, became an emblem of the war in Iraq. The resulting image would change two lives - his and mine.
I didn’t even know his name. Shell-shocked and exhausted, I had simply identified Miller as «A Marine» and clicked send. I found miller four days later in an auditorium after a dangerous dash across an open parade ground in the city’s civic center. Miller’s unit was taking a break, eating military rations.
Clean-shaven and without war paint, Miller, 20, looked much younger than the battle-stressed warrior in the picture - young enough to be my son.»
São conhecidas pelo par Arp 87; são as galáxias NGC 3808 (à direita) e NGC 3808A (à esquerda) e a força gravitacional que exercem uma sobre a outra molda-lhes os contornos e faz com que «dancem» uma com outra, na constelação de Leão, a 300 milhões de anos-luz da Terra. O pas de deux galáctico, descoberto nos anos 70, foi fotografado em Fevereiro pelo telescópio Hubble (Foto: NASA).
«O hábito é que me faz suportar a vida. Às vezes acordo com este grito: - A morte! A morte! - e debalde arredo o estúpido aguilhão. Choro sobre mim mesmo como sobre um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa! Como a vida esplêndida é aborrecida e inútil! Não se passa nada, não se passa nada. Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras. Petrificam-se os hábitos lentamente acumulados. O tempo mói: mói a ambição e o fel e torna as figuras grotescas.»
It’s hard to think of a word more charged with meaning—or meanings—than «life». Some of the most passionate debates of our day, over stem cells or the right to die, genetically modified food, or wartime conduct, revolve around it. Whether we’re talking about when life begins or when it ends, the sanctity of life, or the danger of playing God, we all have an idea of what we mean when we talk about life. Yet, it often turns out, we actually mean different things. Scientists, despite their intimacy with the subject, aren’t exempt from this confusion.
(…)
«A science in which the most important object has no definition—that’s absolutely unacceptable», says Popa. «How are we going to discuss it if you believe the definition of life has something to do with DNA and I think it has something to do with dynamic systems? We cannot have a conversation on any level. We cannot make artificial life because we cannot agree on what life is. We cannot find life on Mars because we cannot agree on what life represents.
Recently, a new voice has entered the debate. Carol Cleland, who teaches philosophy at the University of Colorado and works with the NASA Astrobiology Institute—essentially as their philosopher-in-residence—is making a more radical argument: Scientists should simply give up looking for a definition of life. They can’t even begin to understand what life really is, she claims, until they find forms of life profoundly different from those we know here on Earth. Only when we can compare alien life with life on our planet will we understand the true nature of this ubiquitous, ephemeral thing.» [link]
A eterna pergunta colocada em 1943 por Erwin Schrödinger no seu livro «What Is Life?», uma visão de um Físico Teórico onde discute o problema da vida numa perspectiva molecular, mantém-se; afinal o que é a vida?
É a imagem mais nítida que o telescópio Hubble conseguiu da galáxia M81. Encontra-se a 11.6 milhões de anos-luz da Terra. Algo que gostaria de visitar. Acho que é longe o suficiente. Nem consigo imaginar o que poderia por lá encontrar…
A família é a unidade básica de uma qualquer sociedade formada por indivíduos com ancestrais comuns e/ou ligados por laços afectivos. Onde tudo começa.
«O homem não é mais do que a sua imagem. Os filósofos bem podem explicar-nos que a opinião do mundo pouco conta e que só importa aquilo que somos. Mas os filósofos não percebem nada. Enquanto vivermos entre os seres humanos, seremos aquilo que os seres humanos considerarem que somos.»
Milan Kundera, in «A Imortalidade»
Um afegão apara a barba enquanto espera por uma refeição nas ruas de Kabul, no Afeganistão. Por muito que um homem caia, será sempre um homem. (Foto: Saurabh Das/AP)