Notas ao café…

Arquivo para 'música ao café' Categoria


Maestro Honda ASIMO

Publicado por JN em Junho 27, 2008

O robot Honda ASIMO dirige a Orquestra Sinfónica de Detroit. A sua actuação fez parte de um projecto para relembrar a importância da educação musical. Talvez este fosse o seu electric dream.

Publicado em música ao café, notas ao café | Sem Comentários »

Summertime

Publicado por JN em Junho 19, 2008

«Summertime» interpretada, de uma forma excelente, por Scarlett Johansson. Uma mulher que nunca deixa de surpreender.

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

For What’s it’s Worth

Publicado por JN em Junho 5, 2008

Porque até é Dia do Ambiente… «For What It’s Worth», um tema anti-guerra dos Buffalo Springfield, transformado numa canção anti-caça, interpretada pelos «Woodland Animals» dos «The Muppet Show».

Publicado em música ao café, notas ao café | Sem Comentários »

Blowin’ In the Wind

Publicado por JN em Maio 29, 2008


Bob Dylan
Sebastian Kruger

The greater and more influential an artist, the harder she or he can be to see. Can this be true of Bob Dylan, who turns 65 today? It is hard to imagine the history of the last four and a half decades in popular music without him, so pervasive has his impact been – and not just in the west (dozens of countries around the world, from Russia to Japan and Chile to [South] Vietnam, had «their» Bob Dylan in the 1960s).
In the last three years, the sense of his prolific omnipresence in the culture has if anything increased, as technology, marketing, film (especially Martin Scorsese’s superb documentary No Direction Home), books (including Dylan’s astounding first volume of autobiography, Chronicles) and the artist’s own relentless touring schedule make his work freshly available to old fans and new generations alike.
(…) When the elusive is accommodated as part of a new and commercially powerful orthodoxy – promising endless tantalisation and sales as the brand finds new vehicles of distribution – the excitement of discovery can be accompanied by a more melancholy sense: that of a loss of edge, of sharpness, of the subversive definition that originally made Dylan’s work an active presence in the lives of millions. This can lead to the second answer to the question of why he is hard to see: that there is a real or true Dylan accessible to the privileged (and usually hardcore) follower, which has either been forgotten by the artist himself or is routinely overlain by a cultural system that creates efflorescence without depth. Dylan is not yours (or even his) but ours, is the cry.

David Hayes, «Bob Dylan’s revolution in the head», [openDemocracy]

Publicado em música ao café, notas ao café | Sem Comentários »

The Piano

Publicado por JN em Maio 3, 2008

Uma curta metragem animada de Aidan Gibbons com música de Yann Tiersen. Uma retrospectiva da vida um velho através da musica do seu piano.

Publicado em cinema ao café, música ao café | Sem Comentários »

Housing bubble

Publicado por JN em Abril 4, 2008

Housing bubble
what’s the trouble
it was worth 250
but appraised for double

Um senhor chamado Dave Girtsman decidiu compor um tema que retrata a crise imobiliária nos EUA, mãe da possível recessão mundial. Este senhor foi durante dois anos avaliador imobiliário na Califórnia, ou seja, está dentro do assunto.

Publicado em música ao café, notas ao café | Sem Comentários »

Work It Out

Publicado por JN em Março 27, 2008

RJD2 alia-se neste vídeo a Bill Shannon. Shannon que nasceu com uma doença degenerativa, desenvolveu uma forma de se exprimir através da dança. O vídeo foi realizado por Joey Garfield.

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

Buck 65 - Bandits

Publicado por JN em Março 20, 2008

Bucks 65 ao vivo no The Side Street Project, um espectáculo musical canadiano.

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

Love letter

Publicado por JN em Fevereiro 10, 2008

boligan_10022008_1.jpg
Angel Boligan

Muitos anos me separam do dia em que no meio de cartas, postais, velhas fotografias encontrei algumas cartas que começavam todas da mesma maneira. Cartas que um rapaz escrevia a uma rapariga, que morava no outro lado da rua, a quem ele chamava «Menina», cartas que, apesar da distância, eram colocadas no correio.

Muito anos me separam do dia em que a minha avó, mãe da «Menina», me disse que há certas coisas devem apenas ser guardadas.

Hoje não se devem escrever muitas cartas de amor; hoje temos e-mail, mensagens electrónicas, programas de chat. Mas o princípio será o mesmo; alguém que num determinado momento mandou uma mensagem com esperança. Há quem também escreva post’s num qualquer blog

Nick Cave and The Bad Seeds, in «Love Letter»

Publicado em música ao café, notas ao café | Sem Comentários »

Se pudesse recomeçar…

Publicado por JN em Janeiro 17, 2008

«Sou um mero espectador da vida, que não tenta explicá-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece ou muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda. Não aprendo até morrer - desaprendo até morrer. Não sei nada, não sei nada, e saio deste mundo com a convicção de que não é a razão nem a verdade que nos guiam: só a paixão e a quimera nos levam a resoluções definitivas.
O papel dos doidos é de primeira importância neste triste planeta, embora depois os outros tentem corrigi-lo e canalizá-lo… Também entendo que é tão difícil asseverar a exactidão dum facto como julgar um homem com justiça.
Todos os dias mudamos de opinião. Todos os dias somos empurrados para léguas de distância por uma coisa frenética, que nos leva não sei para onde. Sucede sempre que, passados meses sobre o que escrevo - eu próprio duvido e hesito. Sinto que não me pertenço…
É por isso que não condeno nem explico nada, e fujo até de descer dentro de mim próprio, para não reconhecer com espanto que sou absurdo - para não ter de discriminar até que ponto creio ou não creio, e de verificar o que me pertence e o que pertence aos mortos. De resto isto de ter opiniões não é fácil. Sempre que me dei a esse luxo, fui forçado a reconhecer que eram falsas ou erróneas.»

Raul Brandão, in «Se Tivesse de Recomeçar a Vida»

Pearl Jam, in «Inside Job»

How I choose to feel,… is how I am

Publicado em música ao café, palavras ao café | 1 Comentário »

Workingman’s Blues

Publicado por JN em Dezembro 13, 2007

mineiro_china2.jpg

Um momento de pausa, numa mina de carvão em Changzhi na província de Shanxi, na China, para um mineiro. Numa das mais perigosas e mortais profissões deste país - em 2007 morreram mais de três mil pessoas em acidentes em minas de carvão na China - este mineiro tira uma longa e pensativa passa num cigarro. Em breve voltará ao trabalho. O olhar e o rosto dizem o resto. (Foto: Reuters)

They will lay you low
They’ll break your horns and slash you with steel
I say it so it must be so

Now I’m down on my luck and I’m black and blue
Gonna give you another chance
I’m all alone, I’m expecting you
To lead me off in a cheerful dance
I got a brand new suit and a brand new wife
I can live on rice and beans
Some people never worked a day in their life
Don’t know what work even means

Bob Dylan, in «Workingman’s Blues»

Publicado em fotografia ao café, música ao café | Sem Comentários »

Driftin’s Blues

Publicado por JN em Dezembro 7, 2007

strummin-blues.jpg
Strummin Blues
Steven Johnson

I’m drifting and drifting,
Just like a ship out on the sea.
I’m drifting and drifting,
Just like a ship out on the sea.
Well I ain’t got nobody
In this world to care for me.

Eric Clapton, in «Driftin’s Blues»

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

10:15

Publicado por JN em Novembro 25, 2007

God you work in wondrous ways.
Bless this girl for all her days.
And when I’m old and tired and
grey. I’ll think of this day.
Smiling.

Bob Geldof, in «10:15»

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

Boa Sorte/Good Luck

Publicado por JN em Novembro 15, 2007

A beleza da Terra vista da Lua até pode ser algo incomparável, mas na Lua tudo é silêncio. Na Terra nem tudo é agradável, bonito, apetecível, desejado, a vida pode não ser sempre o que se quer, pode ser difícil, podemos passar despercebidos, sem ser levados a sério, sozinhos e tudo que a vida e o mundo não deviam ser. Mas, nem que seja por vezes, há o contrário a isto tudo o que fará sempre a diferença. E temos o som, e este traz a música, e música traz momentos únicos.

Um destes momentos foi-nos dado por Vanessa da Mata e Ben Harper. Alguém me dizia que provavelmente ninguém se aperceberá da genialidade por trás desta música, «encaixarem» duas línguas completamente diferentes assim não será fácil. Mas «encaixaram»…

Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It’s too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There’s no peace

Publicado em música ao café | 3 Comentários »

Born to run

Publicado por JN em Outubro 29, 2007

Everybody’s out on the run tonight
but there’s no place left to hide
Together Wendy we’ll live with the sadness
I’ll love you with all the madness in my soul
Someday girl I don’t know when
we’re gonna get to that place
Where we really want to go
and we’ll walk in the sun
But till then tramps like us
baby we were born to run

Bruce Springsteen, «Born to Run»

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

A serenata da vida por Waits

Publicado por JN em Outubro 7, 2007

I never saw the mornin’ ’til I stayed up all night
I never saw the sunshine ’til you turned out the light
I never saw my hometown until I stayed away too long
I never heard the melody until I needed the song

I never saw the white line ’til I was leavin’ you behind
I never knew I needed you until I was caught up in a bind now
I never spoke “I love you” ’til I cursed you in vain
I never felt my heart strings until I nearly went insane

I never saw the east coast until I moved to the west
I never saw the moonlight until it shone off of your breast
I never saw your heart until someone tried to steal, tried to steal it away
I never saw your tears until they rolled down your face

As coisas que pelas quais passamos na vida, sem ver.

Tom Waits, «San Diego Serenade»

Publicado em música ao café | Sem Comentários »

Waiting on an angel

Publicado por JN em Setembro 27, 2007

Waiting on an angel
one to carry me home
hope you come to see me soon
cause I don’t want to go alone
I don’t want to go alone…

Ben Harper, «Waiting on an Angel»

Publicado em música ao café | 3 Comentários »

Luciano Pavarotti (1935-2007)

Publicado por JN em Setembro 6, 2007

Algo que a minha avó gostava muito de ouvir. Um homem quase se torna religioso nestes momentos.

Publicado em música ao café | 1 Comentário »

Lay your head down

Publicado por JN em Setembro 2, 2007

Agradeço à Cordonbleu o ter-me apresentado a Keren Ann.

Publicado em música ao café | 2 Comentários »

O silêncio é a virtude dos loucos

Publicado por JN em Julho 18, 2007

«It was the best of times, it was the worst of times; it ws the age of wisdom, it was the age of foolishness; it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity; it was the season of Light, it was the season of Darkness; it was the spring of hope, it was the winter of despair; we had everything before us, we had nothing before us; we were all going directly to Heaven, we were all going the other way.»

Charles Dickens, in «A Tale of Two Cities»

Dizia Bacon que «O silêncio é a virtude dos loucos»; só mesmo um louco para viver no silêncio. Talvez - e volto sempre a ela e ao seu olhar reprovador de quem sabia o que eu nunca irei descobrir - a minha avó tivesse razão; ela sempre disse que no dia que decidisse falar já não ia haver ninguém para ouvir. E ela tinha sempre razão. E aí voltava-me para um outro mestre do silêncio, meu avô - começo e acabo sempre com eles -, mas ele apenas disse que temos que continuar. Continuar com o quê deixou-me a mim para descobrir. Continuo perdido mas há ainda estrada para andar. O resto são meros pormenores que agora não interessam.

Jorge Palma, «A Gente Vai Continuar»

Publicado em música ao café, notas ao café | Sem Comentários »

No sentido do destino

Publicado por JN em Junho 21, 2007

«No fundo, a sabedoria do destino é a nossa própria. Porque a acompanhamos com uma consciência incessante daquilo que, no fundo, nos é permitido fazer. Podemos estar sujeitos a algumas tentações mas nunca nos enganamos. Agimos sempre no sentido do destino. As duas coisas formam uma só.
Quem se engana é porque ainda não compreende o seu destino. Quer dizer, não compreende qual a resultante de todo o seu passado - o qual lhe indica o futuro. Mas quer o compreenda ou não, indica-lho à mesma. Cada vida é aquilo que devia ser.»

Cesare Pavese, in «O Ofício de Viver»

wonderful_life1.jpg
It’s a Wonderful Life (1946)

Quando era criança (e falo mesmo criança) tinha medo de escuro e da noite. A minha avó dizia-me que não precisava de ter medo, um anjo - o meu anjo da guarda - vigiava o meu sono e nada de mal me poderia acontecer. Lembro-me que me sentia importante; afinal tinha um anjo inteirinho só para mim. O anjo da guarda que me foi atribuído devia ser um profissional - não era de certeza novo no serviço, não como o pobre Clarence Odbody - porque nunca nenhum mal me aconteceu - tirando os pequenos pormenores dos joelhos e cotovelos esfolados, um rebentar do lábio inferior que ainda se nota, um braço que partiu duas vezes e outras que já se vão perdendo no tempo.

Continuo a não apreciar o escuro, mas é no escuro que caminho, com ou sem anjo da guarda, e sem me importar muito.

The Pogues, «Lullaby of London»

Publicado em música ao café, notas ao café, palavras ao café | Sem Comentários »

Morder o anzol

Publicado por JN em Junho 18, 2007

«Antes, a questão era descobrir se a vida precisava de ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado.»

Albert Camus

Há dias em que gostava de ser original, fazer algo diferente. Podia deixar de ser de esquerda como tantos outros, mas isso não seria original; podia vestir roupas claras, mas também não seria original. Podia escrever um «post original» mas não saberia dizer se o era ou não; iria compará-lo ao quê? A originalidade é sem duvida a coisa mais difícil desta vida. Até nisto não sou original.

Dizia a minha avó (enquanto o meu avô ria) que eu nunca iria saber o que quero. Como sempre a minha avó tinha razão, ou quase. Mas, e escrevo com um sorriso de triunfo, ela aqui também não foi original. Mas como dizia o meu avô (e já sem rir), quem espera alcança pouco ou nada, mas quem procura sem saber o quê até pode encontrar, seja lá o que for. E nisto ele até foi original (alguma coisa pelo menos). Se calhar é uma questão de ir mordendo os anzóis que a vida nos lança. E deixei de ser original outra vez. E foi aqui que deixei de me preocupar com isso. Camus tem razão.


Rádio Macau, «O Anzol»

Publicado em música ao café, notas ao café | 4 Comentários »

Cidade do pecado

Publicado por JN em Junho 11, 2007

As raízes estão lançadas e estão (aqui) no fim-do-mundo. A palavra a eles.

Publicado em música ao café | 2 Comentários »

Perder até ganhar

Publicado por JN em Junho 1, 2007

«Não precisas de pressa ou de ter medo, vais perder», dizia-me o velho Meireles do alto da sua sabedoria. Colocou-me as luvas, olhou para mim e voltou a dizer, «não há que ter medo, vais perder e quem sabe que perde não precisa de ter medo de lutar, o que falta saber é como vais perder». Tinha uns 16 anos, meia barba, uns 55 kg, quis aprender a dar murros em sacos e de repente, um dia, colocam-me num ringue de boxe, para um simples treino, e dizem-me para não ter medo porque vou perder. Ao entrar escutei ao longe «não tenhas pressa, aí o tempo só conta no fim». Confesso que não percebi. E senti a sensação dos rins ficarem colados um ao outro.

Sobrevivi, perdi mas não caí e até passei a ser olhado de modo diferente pelos meus colegas de treino, eu o gajo d’óculos com ar de intelectual precoce. Acho que era isto que queria dizer como vais perder. Cheguei a casa, com o andar de corpo dorido, e a minha avó olhou-me como o último dos perdidos - alguém sem a mínima possibilidade de salvação - e o meu avô, para grande surpresa minha, riu alto e em bom som. Não foi preciso contar nada, bastava olhar para mim; «Quando um homem se faz à estrada, rapaz, perde tantas vezes que quando ganha nem se apercebe».

Mais de 20 anos depois e há muito feito à estrada, já há muito de luvas arrumadas, continuo a subir a ringues todos os dias, sem grande esperança de vitória, sem ligar muito ao tempo que demorará cada combate - algo que se aprende com a idade - porque o tempo só conta no fim. Onde isto me vai levar não sei. Talvez um dia ganhe e, como dizia o meu avô, nem me aperceba.


Trovante, «125 Azul»

Publicado em música ao café, notas ao café | 4 Comentários »

Não sei muito, mas é época de exames

Publicado por JN em Maio 29, 2007

É época de exames mais uma vez. Eu lembro-me e confesso que tenho saudades - que todos os estudantes me perdoem por tamanha heresia -; saudades das longas noites em volta de coisas que não interessavam, de sebentas gastas e mais que riscadas, das conversas entre cerveja e sandes quando o estudo já era demais (nunca era mas pronto). Acho que a saudade é principalmente de uma certa camaradagem, qual náufragos no alto-mar, tipos (sim, na velha Faculdade de Engenharia éramos quase todos «tipos», um mundo muito masculino à época) perdidos e sempre à procura de um rumo que não passasse por muito estudo para fazer uma qualquer cadeira que pouco interessava (assim o pensávamos).

Mas havia um de nós que tinha um pretexto extra, na forma de alguém de traços bem femininos e cabelo longo. Era o terceiro ano, e o D. que nunca se levantava cedo, nunca tinha nada em ordem, que perguntava constantemente o que se passava nas aulas, naquele ano decidiu ser chefe de grupo de estudo e para surpresa de todos, sabia tudo e mais alguma coisa. Naquele ano o calmeirão do D. brilhou, mas como disse, ele tinha um bom motivo.

Now i don’t claim to be an «A» student,
But I’m trying to be.
So maybe by being an «A» student baby
I can win your love for me.

E se calhar isto não é só nos exames; aplica-se em tudo na vida. É sempre necessário um bom incentivo e aí nada nos pára.

Sam Cooke, in «Wonderful World»

Publicado em música ao café, notas ao café | 5 Comentários »

A Rainy Night in Soho

Publicado por JN em Abril 24, 2007

«The most important thing to remember about drunks is that drunks are far more intelligent than non-drunks. They spend a lot of time talking in pubs, unlike workaholics who concentrate on their careers and ambitions, who never develop their higher spiritual values, who never explore the insides of their head like a drunk does.»

Shane MacGowan

Dizia a minha avó - era eu um rapazito ainda de calções - que só os bonzinhos vão par o céu… Bonzinho acho que sempre fui - pelo menos tentei viver segundo certos princípios que o meu avô tentou me ensinar -, mas para grande infelicidade da minha avó saí tudo menos um homem religioso embora uma certa noção de espiritualidade, que nunca consegui explicar, assalte-me de vez em quando… Será Deus?

Não faço a mínima ideia se existe um Deus, um paraíso, uma vida após morte, nem estou particularmente preocupado com isso. Mas a existir, e trinta e muitos anos depois, sei que a minha doce avó estava enganada - e ela que me perdoe se existir o tal outro lado -; o céu não é dos bonzinhos, dos estereotipados, dos banais, religiosos ou não, dos que fazem sempre aquilo que alguém espera… O céu é dos outros, daqueles que serão sempre diferentes, dos inconformados, dos poetas, dos loucos, dos ignorados, esquecidos, os desalojados do amor… e todos aqueles esquecido pela vida, por Deus, pelo que quiserem…

O céu, e depois desta vida, tem que ser uma bebedeira generalizada - eterna -, terá tons escuros, livros, álcool, cigarros… Sim, o céu cheira a cinzeiro do dia anterior, carregado de cigarros mal fumados, terá nódoas, desarrumação, gente a rir…

E terá Nick Cave a cantar Shane MacGowan; este dormirá a um canto…

Now the song is nearly over
We may never find out what it means
Still there’s a light I hold before me
You’re the measure of my dreams
The measure of my dreams

Publicado em música ao café, notas ao café | 1 Comentário »

A voz do silêncio…

Publicado por JN em Abril 16, 2007

«A pessoa que sou é única, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que só à sua face é verdadeira, é autêntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solidão, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunicação, em toda a comunhão, não é ‘isolamento’. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.»

Vergílio Ferreira, in «Espaço do Invisivel I»

Green Day, «Boulevard of Broken Dreams»

Publicado em música ao café, palavras ao café | Sem Comentários »

Heroes

Publicado por JN em Abril 12, 2007

Publicado em música ao café | 2 Comentários »

Dirty ol’ town

Publicado por JN em Abril 5, 2007

Cigarros, álcool (muito), espiritualidade, alguma loucura e puro génio…eis a receita irlandesa para fazer boa música…

I met my love by the gas works wall
Dreamed a dream by the old canal
Kissed my girl by the factory wall
Dirty old town

Publicado em música ao café | 2 Comentários »

Abraços gratuitos…

Publicado por JN em Março 29, 2007

«Às vezes um abraço é tudo o que precisamos». É desta forma que se apresenta o filme «Campanha de Abraços Gratuitos», que ganhou o prémio de vídeo «Mais Inspirador». Juan, 27 anos, «tem como missão andar pela rua a abraçar estranhos para lhes fazer brilhar a vida».

A iniciativa foi filmada e acabou por ser um sucesso no YouTube: já foi vista por mais de 12 milhões de pessoas, que deixaram 22686 mensagens de resposta…É um dos vencedores dos «Youtube Video Awards»…

O tema é dos «Sick Puppies»…

Publicado em música ao café, notas ao café | 3 Comentários »