Notas ao café…

100 dias de Obama

Posted in notas ao café by JN on Abril 30, 2009

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Bob Englehart, «The Hartford Courant»

Sobre os (muito falados) 100 dias da presidência de Obama, escreve Madeleine Albright no The Hunffington Post:

Today is President Obama’s 100th day in office. Despite the flood of commentary this anniversary invites, the number means little because the world moves according to its own dynamic, unwedded to any calendar.
We should not forget that, although every new American president inherits headaches, President Obama inherited the entire emergency room. The list of perils includes the worst economic crisis in our lifetimes; hot wars in Iraq and Afghanistan; an ongoing confrontation with al Qaeda; rising nuclear threats from North Korea and Iran; a broken Middle East Peace Process; a potential flu pandemic; the lack of effective international policies on energy and climate change; and that scourge of the 21st century — Barbary Pirates with cell phones.

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Joe Heller, «Green Bay Press-Gazette»

Desde a eleição de Barack Obama, a 20 de Janeiro, que os media escrevem sobre os priemros 100 dias da sua presidência. A CNN designou o dia 29 de Abril como « Report Card Day» da nova administração e até o New York Times sucumbiu a esta febre mediática e na comparação com os primeiros 100 dias de Franklin D. Roosevelt, em 1933, numa altura de uma outra crise financeira mundial — algo muito aproveitado pelos Republicanos. A The Economist chega mesmo a apresentar um gráfico onde compara o índice de aprovação de vários presidentes nos seus primeiros 100 dias e a The New Yorker será patrocinadora de uma cimeira intitulada «The Next 100 Days».

A noção dos «100 dias» na análise de uma presidência não fazem qualquer sentido nem lhe podem fazer justiça. Embora os primeiros 100 dias  de Roosevelt dessem origem a uma quantidade de legislação que mudou de uma foram radical a velha ordem. Mas não são suficientes para perceber o New Deal nem são uma medida precisa (ou justa) da sua actuação ou sucesso. E o tempo de Roosevelt e o de Obama não são o mesmo e as situações, embora as duas de crise, não são iguais. E o presidente Obama herda um mundo bem mais complicado, como escreve Madeleine Albright, que o de Roosevelt. Talvez seja melhor dar tempo ao tempo e esperar. No final do mandato, façam-se as contas.


Clay Bennett, «Chattanooga Times Free Press»

Não deixam, no entanto, de serem interessantes as análises do Washigton Post, NY Times, da BBC, Salon e Daily Beast e do Brennan Center.

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