Notas ao café…

O estranho mundo de Anderson

Posted in notas ao café by JN on Julho 30, 2009

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Cameron (Cam) Cardow, «The Ottawa Citizen»

Chris Anderson é o director-executivo da revista de tecnologia e cultura Wired. Antes escreveu na The Economist, na Science e Nature. Fundada em 1993, a Wired ressentiu-se da recessão provocada pelo queda do Nasdaq, mas Anderson conseguiu fazer renascer a Wired e transformou-a num nome incontornável no panorama editorial. No entanto, a actual crise que fez gigantes como o New York Times tremer, afectou esta publicação mais do que qualquer outra publicação mensal. Depois da publicação do seu livro «The Long Tail», Chris Anderson é visto como um guru dos novos media.

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Keefe, «The Denver Post»

Numa entrevista concedida à Der Spiegel, Anderson fala do desafio que a Internet traz à imprensa tradicional, dos novos modelos empresariais e oportunidades que ela traz e das razões porque prefere o Twitter a um jornal diário:

SPIEGEL: Mr. Anderson, let’s talk about the future of journalism.

Anderson: This is going to be a very annoying interview. I don’t use the word journalism.

SPIEGEL: Okay, how about newspapers? They are in deep trouble both in the United States and worldwide.

Anderson: Sorry, I don’t use the word media. I don’t use the word news. I don’t think that those words mean anything anymore. They defined publishing in the 20th century. Today, they are a barrier. They are standing in our way, like ‘horseless carriage’.

SPIEGEL: Which other words would you use?

Anderson: There are no other words. We’re in one of those strange eras where the words of the last century don’t have meaning. What does news mean to you, when the vast majority of news is created by amateurs? Is news coming from a newspaper, or a news group or a friend? I just cannot come up with a definition for those words. Here at Wired, we stopped using them.

SPIEGEL:Hang on a minute. So-called citizen journalists and bloggers have changed the meaning of «media». But without the traditional news media they wouldn’t actually have much to do. Most of the amateurs comment on what the quality press report. So did you read a newspaper this morning?

Anderson: No.

SPIEGEL: Your local newspaper, the San Francisco Chronicle, is fighting for survival. If it was to disappear tomorrow …

Anderson: … I wouldn’t notice. I don’t even know what I’d be missing.

SPIEGEL: So how do you stay informed?

Anderson: It comes to me in many ways: via Twitter, it shows up in my inbox, it shows up in my RSS feed, through conversations. I don’t go out looking for it.

SPIEGEL: You just don’t care.

Anderson: No, I do care. You know, I pick my sources, and I trust my sources. […]

Há que ler o resto, quem tiver paciência. O estranho mundo de Anderson; mas talvez isso venda livros. Afinal o homem é um guru…

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Matt Bors, «Idiot Box»

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