Notas ao café…

Nova estratégia para o Afeganistão

Posted in notas ao café by JN on Setembro 1, 2009

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RJ Matson, «The St. Louis Post Dispatch»

Num relatório enviado ao Pentágono, ainda não publicado, um dos principais generais americanos no Afeganistão, o General Stanley McChrystal, pediu uma reavaliação da estratégia militar dos EUA para o país, sugerindo que a actual está a falhar. Segundo algumas fontes, o documento diz que, apesar da seriedade da situação no Afeganistão, ainda é possível vencer o conflito. O Gen. McChrystal afirma que proteger o povo afegão contra os Taliban deve permanecer a principal prioridade. Mas o relatório deve ainda afirmar que o povo afegão atravessa uma crise de confiança na acção militar ocidental porque a guerra contra os Taliban não tornou as suas vidas melhores, segundo o editor da BBC na América do Norte, Mark Mardell.

Para o general, o objectivo é que o Exército afegão assuma a luta contra os Taliban, algo que ainda não deve ocorrer por pelo menos três anos já que, segundo o general, será o tempo necessário para o exército afegão esteja capaz de assumir essa tarefa; preparar um corpo policial levará mais tempo. O Gen. McChrystal diz também que deve existir um esforço para que as localidades capturadas aos Taliban permaneçam sob domínio do governo central e não voltem a cair nas mãos do grupo, como tem ocorrido.

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Ron Rogers, «South Bend Tribune»

Para Mark Thompson, na Time, o Afeganistão — também devido às eleições — encontra-se actualmente num ponto de viragem:

[…] Both Riedel and Anthony Cordesman, a military expert who has been advising McChrystal, mentioned Vietnam in their remarks to an audience at the Brookings Institution last week. That’s a ghost that strikes fear into the heart of many Democrats, who fear Obama may be treading down the same path in Afghanistan that President Johnson followed to political ruin — for him and his party — in Vietnam. “What I found, being in Afghanistan, was all too familiar of problems not only in Iraq but in Vietnam years ago,” Cordesman said. “We take the insurgency, and we define it in terms of tactical clashes rather than areas of influence.” The Taliban’s areas of influence have grown dramatically, he said.

Riedel warned that if the presidential election isn’t seen as legitimate, it could lead to the collapse of the central Afghan government. “If the government of Afghanistan now goes into free fall — something like the South Vietnamese governments of the 1960s — then all the troops in the world really aren’t going to matter,” Riedel said. “If we don’t have a government we can point to that has some basis of legitimacy in the country, the best generals, the best strategy, isn’t going to help turn it around.”

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