Notas ao café…

A luta pelas Honduras

Posted in notas ao café by JN on Setembro 23, 2009

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O regresso do Presidente Manuel Zelaya às Honduras está a provocar uma nova crise política com apoiantes do deposto Presidente a rodear a embaixada brasileira, onde se refugiou, desafiando o recolher imposto pelo governo. O Sr. Zelaya diz que viajou 15 horas por terra emdiversos veículos para chegar à embaixada em Teguicigulpa. O Presidente interino Roberto Micheletti, mandou encerrar a cidade e bloqueou estradas e aeroportos para impedir a chegada de mais manifestantes e exige que o Brasil entregue Manuel Zelaya às autoridades.

Numa entrevista à Al Jazeera, o Sr. Zelaya afirmou que tentou entrar em contacto com o governo interino para dar inicio às negociações, mas Roberto Micheletti não mostra sinais de querer negociar. Hillary Clinton, que apoiou o regresso do deposto Presidente ao poder, afirma que é imperativo que haja qualquer tipo de comunicação entre  Zelaya e Micheletti. Manuel Zelaya apela agora ao povo hondurenho que o proteja dirigindo-se para a embaixada do Brasil:

[…] “I am calling on the people of Honduras to come to the embassy to protect me because there is word that [the interim government] will arrest me and there is word that they will try to assassinate me.”

Roberto Micheletti assina um artigo de opinião no Washington Post. No seu artigo, o Presidente interino escreve que as Honduras foram injustamente condenadas pela comunidade internacional e que a 29 de Novembro serão realizadas eleições presidenciais:

[…] Underlying all the rhetoric about a military overthrow are facts. Simply put, coups do not leave civilians in control over the armed forces, as is the case in Honduras today. Neither do they allow the independent functioning of democratic institutions — the courts, the attorney general’s office, the electoral tribunal. Nor do they maintain a respect for the separation of powers. In Honduras, the judicial, legislative and executive branches are all fully functioning and led by civilian authorities.

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Simanca Osmani, «Cagle Cartoons»

No Christian Science Monitor, Sarah Miller Llana escreve (e pergunta) que a partida de Manuel Zelaya para as Honduras e obter refúgio na embaixada do Brasil foi, provavelmente, uma forma de se distanciar de Hugo Chávez e que, segundo o Sr. Zelaya, o Brasil é uma voz neutra nesta crise:

[…] It could be a calculated political decision on the part of Zelaya – to distance himself from Chávez, a polarizing figure in Honduras. Though Zelaya denies it, his foes say he was following the steps of his Venezuelan ally, particularly in regard to his alleged desire to change the Constitution to scrap presidential term limits, which was the reason for his ouster. Yet whether calculated or by default, Zelaya’s refuge in the Brazilian embassy eclipses any role, for now at least, that Chávez may have hoped to play in this political crisis.

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