Notas ao café…

Farouk, o censor

Posted in notas ao café by JN on Setembro 23, 2009

Angel Boligan, «El Universal»
Angel Boligan, «El Universal»

Manuel Maria Carrilho desrespeitou as ordens do governo português e recusou-se a votar em Farouk Hosny para Secretário-Geral da UNESCO. É uma posição que não se enquadra na missão de um embaixador, se era contra deveria ter-se demitido antes da eleição. Farouk Hosny, Ministro da Cultura do Egipto, é um homem controverso, conhecido por proferir ao longo dos anos várias declarações anti-semitas e por censurar livros, filmes e órgãos de comunicação social.

É acusado de praticar abertamente a censura no seu país, e recentemente afirmou que queimaria pessoalmente todos os livros israelitas que encontrasse na Biblioteca de Alexandria. No entanto, era este o homem preferido pelo governo português — alguém deveria dar umas explicações.

Farouk Hosny perdeu a eleição e Irina Gueorguieva Bokova, embaixadora da Bulgária em França foi eleita. Na Foreign Policy, Raymond Stock, antes do resultado destas eleições, escreveu um artigo sobre o controverso Farouk Hosny e sobre a estranha possibilidade de ele poder vir a ser o novo Secretário-Geral da UNESCO.

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