Notas ao café…

Rio 2016

Posted in notas ao café by JN on Outubro 4, 2009

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Reis, Presidentes, diplomatas, estrelas de televisão foram muitos dos que estiveram sexta-feira, 2 de Outubro, em Copenhaga para uma ultima tentativa de influenciar o Comité Olímpico Internacional na escolha da cidade anfitriã dos jogos de 2016: Um deles foi o Presidente Barack Obama, por Chicago. Na altura, juntamente com Madrid, Tóquio e o Rio de Janeiro, era uma das cidades candidatas. Mas o esforço do Presidente americano foi em vão; a grande vencedora seria o Rio de Janeiro e pela primeira vez os Jogos Olímpicos irão realizar-se num país da América do Sul. Já antes Buenos Aires tentou por três vezes sem sucesso. Nesta corrida há muitas cidades já veteranas, tanto em perder como em ganhar; Atenas, Paris e Los Angeles já foram anfitriãs por duas vezes e Londres três — o único caso de total sucesso. Mas também há o contrário, como Detroit que por seis vezes viu a sua candidatura perder. Chicago perde pela quarta vez e Madrid pela terceira vez.

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Tom Phillips no The Guardian, escreve sobres as expectativas dos brasileiros para 2016 e da nova confiança que trouxe ao país. “O mundo reconheceu que chegou a hora do Brasil”, disse o Presidente Lula da Silva após o resultado da decisão do comité ter sido conhecido. A vitória do Rio de Janeiro não deixa também de ser a do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do seu projecto de governo como para o papel que ele pretende para o Brasil no mundo, como escrevem na Time Tim Padgett e Andrew Downie:

[…] It is indeed Brazil’s time — but not just because it was about time that the Olympics go the South American Way. In fact, there’s a reason that it’s been four decades since a Latin American country, or any Third World country, has hosted the games. That was the Mexico City Olympiad of 1968, when Mexico convinced the IOC that it was a modern republic ready to stand alongside Britain and Japan and Australia — only to have its army massacre hundreds of pro-democracy demonstrators 10 days before the opening ceremonies. The bar was set much higher for Latin America after that, meaning that a country would have to persuade the IOC that it could be a showcase for development as well as decathletes.

Brazil is widely regarded as the first Latin country to get there, and the IOC’s selection is as much an endorsement of that achievement as it is of Rio’s $14 billion bid to hold the games. The Nobel literature committee awarded Colombian author Gabriel García Márquez its prize in 1982 in part to affirm the global influence of Latin America’s magical realist tradition. Now, giving Rio the Olympics sends a strong signal to the rest of the developing world that the Brazilian model — the post-ideological mix of orthodox market economics and progressive social policy championed by Lula — is the one to follow. “The IOC decision is an embrace of Brazil’s practical way of doing things the past two decades,” says Paulo Sotero, director of the Brazil Institute at the Woodrow Wilson Center in Washington, D.C. He adds that Brazil is the only country among the world’s 10 largest economies today that hasn’t hosted an Olympics.

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