Notas ao café…

O dilema do Afeganistão

Posted in notas ao café by JN on Outubro 6, 2009

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David Granlund, «Politicalcartoons.com»

As tropas no Afeganistão já têm uma descrição muito própria para a guerra em que combatem; os homens estacionados perto do rio Arghandab, onde já muitos caíram chamam-lhe “Vietname sem o napalm”. Começam a ser muitas as comparações entre as duas guerras e entre o Presidente Lyndon B. Johnson e Barack Obama. A guerra neste país entrou no seu nono ano e o Presidente Obama estuda uma nova estratégia para o Afeganistão; o facto do General McChrystal ter pedido um reforço de militares no terreno e os recentes ataques darão muito o que pensar ao Presidente americano. Além disso tem que contar com o aumento da impopularidade de uma guerra que está “parada”.

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Ed Gamble, «Florida Times Union»

No TomDispatch, John Feffer escreve sobre este aumento de impopularidade nos EUA e não só, a guerra no Afeganistão começa a provocar o mesmo efeito nos europeus, principalmente na Alemanha e Reino Unido. Segundo Feffer há o risco dos países europeus, receando o pior, diminuírem os seus contingentes no terreno ou limitarem a sua acção a zonas onde os Taliban não tenham grande influência. Se tal acontecer isto poderá significar o princípio do fim para a NATO. Faffer, numa altura em que a organização comemora o seu 60º aniversário, argumenta que o Afeganistão poderá significar o fim da NATO:

[…] Despite the smiles and reassuring rhetoric at its annual summits, its internal politics have become fractious to the point of dysfunction. Perhaps like any sexagenarian in this age of health-care crises and economic malaise, the transatlantic alliance is simply anxious about its future.

Frankly, it should be.

The painful truth is that NATO may be suffering from a terminal illness. Its current mission in Afghanistan, the alliance’s most significant and far-flung muscle-flexing to date, might be its last. Afghanistan has been the graveyard of many an imperial power from the ancient Macedonians to the Soviets. It now seems to be eyeing its next victim.

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Como agravante ao dilema do Afeganistão há as recentes eleições. O que era suposto dar um novo impulso ao país e ajudar na sua união, provocou exactamente o contrário e o papel da ONU no processo sofre críticas por parte da população e da oposição. No GlobalPost, Paul Fitzgerald e Elizabeth Gould escrevem que o último esforço para levar a democracia ao Afeganistão falhou imerso em fraude, violência e intimidação:

[…] It wasn’t supposed to be this way, but according to an Afghan human rights expert, Sima Wali, who represented King Zahir Shah at the Bonn conference in 2001, the process of building a new Afghanistan was doomed from the beginning. “During the debates establishing the post-Taliban government of Afghanistan in 2001, Islamist principles that had never been considered Afghan and were never a part of previous Afghan constitutions were infused into the new constitution. Many in leadership positions in the current government of Afghanistan also subscribe to extremist ideologies of the Islamic kind that were never part of Afghan politics.”

According to Afghanistan expert David B. Edwards, the extremist, anti-modernist ideologies of the Taliban and the seven major Peshawar mujahideen organizations were known to be as alien to Afghanistan’s traditional ideas of governance as anything introduced by foreign colonial powers.

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Nick Anderson, «Houston Chronicle»

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