Notas ao café…

Vaclav Klaus vs. UE

Posted in notas ao café by JN on Outubro 7, 2009

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Com o “sim” irlandês a UE deu mais um passo para a rectificação ao Tratado de Lisboa. Muitos comentadores europeus mostram o seu agrado ao voto irlandês, mas muitos lamentam ao mesmo tempo a “campanha de medo” que foi necessária para os irlandeses votarem desta forma, como se escreve na Der Spiegel:

[…] In Ireland, the recession was plainly the deciding factor in the sharp turnaround. With the Irish economy in the doldrums, public dept soaring and unemployment on the brink of 20 percent, the voters chose to decisively back the treaty, which is supposed to stream-line decision-making in the much expanded European Union. However, many undecided voters may also have been swayed by the guarantees the Irish government secured from the other 26 member states that the EU would not be allowed to force Ireland to raise taxes, legalize abortion or give up its military neutrality.

“We as a nation have taken a decisive step for a stronger, fairer and better Ireland, and a stronger, fairer and better Europe,” a relieved Irish Prime Minister Brian Cowen told reporters after the results were announced on Saturday. Although his government is deeply unpopular, in the end the Irish voters seem to have opted to clearly differentiate between the issue of the Lisbon Treaty and any desire to pass judgement on the ruling coalition of Cowen’s center-right Fianna Fail party and the Green Party. The government would in all likelihood have collapsed if Lisbon had not passed, but Cowen is not out of the woods yet. His junior coalition partner, the Greens, may yet pull out of government if their membership rejects a planned bailout for the country’s stricken banks, or if they find the sweeping cuts slated for the next budget too unpalatable.

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Martyn Turner, «The Irish Times»

E com o assunto irlandês arrumado, o Presidente da República Checa, Vaclav Klaus, tornou-se temporariamente um dos homens mais poderosos da UE e o único obstáculo que ainda existe ao Tratado de Lisboa, já que se espera que o Presidente polaco, Lech Kaczynski, o assine ainda hoje. Embora o Parlamento checo já tenha aprovado o tratado, o euro-céptico Klaus parece não ter pressa em o fazer e os seus aliados no parlamento levaram o documento ao Tribunal Constitucional deste país, permitindo ao Presidente adiar a sua assinatura até que o Tribunal tome uma decisão. De pouco adiantará ao Sr. Klaus os seu adiamentos, nem esperar que David Cameron ganhe (no caso de ganhar) as eleições em Inglaterra; acabará por assinar. Mas até lá pretende desfrutar do seu momento e não parece  muito incomodado com todos os protestos internos.

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