Notas ao café…

A decisão de Obama

Posted in notas ao café by JN on Outubro 8, 2009

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John Cole, «The Scranton Times-Tribune»

Numa reunião com os líderes Democratas e Republicanos do Congresso, o Presidente Obama deu a entender que colocou de parte uma redução no número de militares presentes no Afeganistão mas, ao mesmo tempo, permanece indeciso sobre o pedido de mais 40 mil militares por parte do General McChyrstal.

Um assessor do Presidente afirmou que a decisão não é entre reforçar o efectivo militar no terreno ou deixar o Afeganistão, mas com o Congresso dividido quanto à estratégia a seguir, assim como a opinião pública, o Presidente não terá muito mais tempo para indecisões e como disse ao Presidente o Senador John McCain, “o processo não pode ser lento”; o Sen. McCain faz parte do grupo que é favorável ao aumento do número de militares no Afeganistão. Depois o encontro, o líder da maioria no Senado disse que a decisão do presidente deve ser conhecida dentro de poucas semanas.

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Adam Zyglis, «The Buffalo News»

Para Eugene Robinson, a decisão que o Presidente tem que tomar será uma das mais dificeis da sua presidência e escreve:

How to proceed in Afghanistan will be among the most difficult and fateful decisions that President Barack Obama ever makes. But he’s the one who has to decide, not his generals. The men with the stars on their shoulders—and I say this with enormous respect for their patriotism and service—need to shut up and salute.

Gen. Stanley McChrystal, the commander of U.S. and NATO forces in Afghanistan, is entitled to his opinion about the best way forward. But he has no business conducting a public campaign to build support for his preferred option, which is to send tens of thousands more troops into a country once called the “graveyard of empires.”

McChrystal’s view—that a strategy employing fewer resources, in pursuit of more limited goals, would be “shortsighted”—is something the White House needs to hear. He is, after all, the man Obama put in charge in Afghanistan, and it would be absurd not to take his analysis of the situation into account. But McChrystal is out of line in trying to sell his position publicly, as he did last week in a speech in London.

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Robert Ariail, «The State»

Na mesma linha de pensamento, William Pfaff crítica o comportamento mediático do General para quase forçar o reforço do contingente militar  Robert Scheer chama à guerra no Afeganistão um absurdo e que uma escalada  na mesma interessa mais a certos líderes ocidentais, por protagonismo político, e à industria do armamento que aos terrorista. E.J. Dionne vai mais longe: uma guerra pode pura e simplesmente acabar com um movimento reformista como começou por ser, e quer ser, o de Barack Obama:

[…] There’s a jelling conventional wisdom that if Obama doesn’t go all in with McChrystal’s strategy, he is admitting defeat and backing away from his earlier pledges. Those who want him to commit now are impatient for a decision.

Obama should resist both their impatience and their criticism of his search for an alternative strategy. The last thing he should do is rush into a new set of obligations in Afghanistan that would come to define his presidency more than any victory he wins on health care.

Those most eager for a bigger war have little interest in Obama’s quest for domestic reform. As he ponders his options, theirs are not the voices he should worry about.

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Jimmy Margulies, «The Record of Hackensack»

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