Notas ao café…

Uma primeira vitória

Posted in notas ao café by JN on Outubro 14, 2009

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Ed Stein

O Comité de Finanças do Senado norte-americano aprovou ontem a sua proposta de reforma do sistema de saúde do Presidente Obama, o que dá um importante impulso à principal prioridade na agenda do Presidente americano, com apenas um Senador Republicano a votar a favor, Olympia Snowe, que afirma que o seu voto não significa que apoiará futuras revisões do projecto. Analistas dizem que, para ser aprovado no Senado, o projecto precisará de todos os votos dos democratas, de dois independentes e de um republicano.

A reforma no sistema de saúde é considerada uma das principais prioridades do Presidente Obama e é tema de intenso debate no Congresso. Nos EUA, o sistema de saúde é quase que inteiramente privatizado e não existe cobertura universal. Há apenas dois programas públicos de saúde, o Medicaid, destinado aos mais pobres, e o Medicare, para idosos e algumas pessoas com deficiências. O plano de reforma do Presidente, de dez anos e avaliado em 829 mil milhões de dólares, pretende cortar custos e fornecer tratamento de saúde mais barato à maioria dos americanos. Mas o plano foi sempre criticado pelos republicanos por conduzir a um maior controle do governo sobre o sistema.

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David Fitzsimmons, «The Arizona Star»

Todas as versões do projecto têm pontos em comum, como a previsão de uma maior regulamentação do sector, a obrigatoriedade de todos os americanos terem seguro-saúde e a concessão de subsídios para que os americanos mais pobres possam ter cobertura. O ponto que mais tem gerado divergências refere-se à criação de um seguro público de saúde, que iria concorrer com empresas privadas do sector. É agora necessário fundir a proposta com a votada no Comité de Saúde e que, à semelhança das três em discussão no Congresso, prevê a criação de um seguro a preço baixo, gerido pelo Estado. Em alternativa ao “plano público” rejeitado por republicanos e alguns democratas, o Comité de Finanças alarga a cobertura do Medicaid e prevê subsídios para ajudar as famílias a suportar as despesas dos seguros, que passam a ser obrigatórios.

Sahil Kapur, no The Guardian, escreve que a nova versão do projecto é uma pálida versão da proposta inicial e fica muito a dever ao que muitos americanos desejam e esperavam.

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Nick Anderson, «Houston Chronicle»

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