Notas ao café…

A questão estratégica

Posted in notas ao café by JN on Outubro 15, 2009

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

No New York Times, Sabrina Tavernise escreve sobre o Afeganistão; ultimamente sobre as eleições neste país, as suspeitas de fraude e a possibilidade, se as suspeitas forem confirmadas pela ONU, de o Presidente Hamid Karzai ser obrigado a uma segunda volta. No seu último artigo, a Sra. Tavernise fala com o afegão comum sobre as eleições e a possibilidade dessa segunda volta. Para todos uma segunda volta não faz qualquer sentido e nada mudará: a maior parte afirma que uma segunda volta apenas resultaria em mais um resultado fraudulento:

[…] Zainab Hussein Zada, 21, a pharmacy student from Parwan Province, in central Afghanistan, said that she was disappointed by the messy result, but that it reflected the level of the country’s democratic skills. Afghanistan, in other words, is not Switzerland, and it is unrealistic to expect it to behave in an election as if it were.

“It was not very fair, and there were many mistakes, but this is the situation in our country,” she said, sitting on a green bench outside the pharmacy department at Kabul University. “It’s better just to accept this result.”

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Joe Heller, «Green Bay Press-Gazette»

O Afeganistão continua a ser um dos maiores problemas da administração Obama. Numa altura em que o Presidente tem que tomar uma decisão quanto à nova estratégia a  adoptar, uma voz que reflecte essa preocupação e a divisão dentro da administração é a do vice-presidente, Joseph R. Biden Jr., que é um dos que não é favorável ao pedido do General McChrystal de mais 40 mil militares. Não defende uma retirada imediata do Afeganistão mas sim o acelerar do treino de forças afegãs para que possam substituir as tropas ocidentais, continuar a perseguir a Al Qaeda no Paquistão utilizando contingentes mais pequenos de forças especiais. Uma visão que tem cada vez mais apoiantes, no governo, no Senado e nos americanos.

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Mark Streeter, «The Savannah Morning News»

Para Thomas L. Fridman, no New York Times, o problema não é o número de tropas ou qual a estratégia militar a adoptar, mas sim que tipo de governo que se tem como aliado:

[…] For my money, though, I wish there was less talk today about how many more troops to send and more focus on what kind of Afghan government we have as our partner.

Because when you are mounting a counterinsurgency campaign, the local government is the critical bridge between your troops and your goals. If that government is rotten, your whole enterprise is doomed.

[…] That is why it is not enough for us to simply dispatch more troops. If we are going to make a renewed commitment in Afghanistan, we have to visibly display to the Afghan people that we expect a different kind of governance from Karzai, or whoever rules, and refuse to proceed without it. It doesn’t have to be Switzerland, but it does have to be good enough — that is, a government Afghans are willing to live under. Without that, more troops will only delay a defeat.

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Jeff Koterba, «Omaha World Herald»

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