Notas ao café…

Ganhar a vida sem a perder

Posted in notas ao café by JN on Outubro 18, 2009

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16 de Outubro: Trabalhadores da France Telecom organizam uma marcha silenciosa em Lannion. A 15 de Outubro mais um funcionário desta empresa cometeu suicídio, um engenheiro de 48 anos de idade. Foi o 25º funcionário da Telecom a terminar com a própria vida desde Fevereiro de 2008. Dois dias antes, um outro funcionário da France Telecom tentou suicidar-se em Marselha. Sindicatos e trabalhadores apontam como principal causa o stress causado pela reestruturação da empresa (foto: David Vincent/AP).

Para Didier Lombard, presidente da empresa, é fundamental acabar com a vaga de suicídios que está a afectar a empresa, já em crise há muito. A vaga de suicídios na France Telecom gerou um debate a nível nacional e os sindicatos exigem uma mudança de estratégia que inclui o fim dos encerramentos de sucursais, eliminação de postos de trabalho e mudanças geográficas forçadas.

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Ares, «Cagle Cartoons»

Stefan Simons, na Der Spiegel, tenta dar uma resposta à causa desta vaga de suicídios na France Telecom:

[…] In 2004, the group announced plans to slash 22,000 jobs, or one-fifth of all employees, within three years. Nevertheless, France Télécom still failed to meet its goals, and management became increasingly brutal. Sébastien Crozier, a union representative at France Télécom, estimates that in the last five years, half of the company’s 100,000 employees have had to change jobs within the firm, move to a different city or both.

The growing pressure to perform was intensified by constant checks, the setting of goals and “evaluations” in appraisal interviews. The consequences were dramatic, prompting labor representatives to complain about destabilization, a lack of motivation, cutbacks in training and education and poor communication. Employees, they say, became increasingly isolated.

Troubled by reports of depression among employees and growing absenteeism, labor representatives established a “stress observation center.” The results of the first survey were alarming: 66 percent of employees complained about stress, and 15 percent described their emotions as being in an “acute state of emergency.”

According to Yvan du Roy, the author of a book about France Télécom, there was a systematic approach to management’s brutal tactics. “It has to do with a change in the corporate culture,” says du Roy. He calls the strategy “management through the use of stress.” “Because work is no longer recognized as being valuable, anxiety begins to take hold, followed by physical and emotional symptoms — and, in extreme cases, suicide.”

Senior management reacted to the growing sense of outrage at times with incomprehension and at other times by putting up an argumentative smokescreen. It criticized the media for “exaggerating” the cases, which it characterized as abnormal reactions to “massive technical changes.”

No Libération, Philippe Brochen escreve sobre o que constitui um trabalho decente; colocada a pergunta a muitos trabalhadores a resposta parece ser consensual: um que permite ganhar a vida sem a perder.

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Jiho, «Politicalcartoons.com»

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