Notas ao café…

Uma segunda volta para o Afeganistão

Posted in notas ao café by JN on Outubro 21, 2009

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Pat Bagley, «Salt Lake Tribune»

O Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, depois de alguma pressão internacional anunciou que aceita a realização de uma segundo volta das eleições presidenciais do país, afirmando que a nova votação, marcada para 7 de Novembro, será um “grande desafio”. O governo do Presidente Karzai começou por recusar as conclusões do painel internacional nas quais um terço dos votos contados para Hamid Karzai lhe foram retirados por motivos de fraude eleitoral. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a decisão do Presidente afegão assim como outros líderes internacionais, como o Presidente Barack Obama e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Abdullah Abdullah será o outro candidato na segunda volta.

Com o inverno a aproximar-se, a nova eleição poderá ser ainda mais difícil de realizar e as condições de segurança deteriorarem-se já que o novo governo pode não estar formado antes da primavera, algo que irá dificultar ainda mais a decisão da administração americana de enviar ou não mais militares para o Afeganistão.

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Paul Fell, «Artizans Syndicate»

Hasnain Kazim e Matthias Gebauer, na Der Spiegel, escrevem que Hamid Karzai, além de ter a sua credibilidade fortemente abalada principalmente a nível interno,  tenta lavar a face ao aceitar uma segunda volta pode representar um perigo ainda maior para a democracia no Afeganistão se nova fraude eleitoral tornar a acontecer:

[…] “The elections were intended to be a milestone in the country’s path towards democracy and stability,” Peter Galbraith, the former deputy United Nations envoy who was fired in his dispute over the manipulated election, wrote in this week’s SPIEGEL. “Instead, they have destroyed President Karzai’s credibility at home and abroad — and they have undermined the Afghans’ trust in democracy. This election has assured the Taliban of its greatest strategic victory in eight years of war.”

The fact that Karzai is now agreeing to a run-off vote allows the West, and especially the United States, to save face for the time being. But the threat of that happening will persist if the power hungry president again tries to stand in the away of a truly democratic solution. That would leave egg on the face of the international community, which elevated him into office during the December 2001 Afghanistan Conference in Bonn, Germany. If, for example, ballots are tampered with or other irregularities surface during a run-off between Karzai and Abdullah, the West would be totally compromised as guarantors of democracy.

But even if he is reelected by democratically acceptable means, the question still remains: Can a government under a man like Karzai, who has been considered a puppet of the West since his installation in the office in Bonn and now has the taint of election fraud ever be credible?

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

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