Notas ao café…

O caminho de Copenhaga

Posted in notas ao café by JN on Outubro 24, 2009

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Chappatte, «International Herald Tribune»

Os problemas que a comunidade internacional enfrenta quando o assunto é um acordo sobre a mudança do clima são enormes. Contudo, dois aspectos sobressaem como principais obstáculos a um acordo. Em primeiro, apesar do compromisso do Presidente Obama em fazer as reduções das emissões de CO2 uma prioridade da sua presidência, os EUA ainda não aprovaram qualquer tipo de legislação para esse efeito. Um projecto de lei continua à espera no Senado e é pouco provável que seja aprovado antes do final do ano, e sem uma posição clarificada dos EUA muitos outros países podem ficar relutante em aceitar qualquer tipo de acordo.

Em segundo, as nações em vias de desenvolvimento irão precisar de elevadas quantidades de dinheiro para se adptarem às mudanças climáticas e reduzirem as suas próprias emissões. E de onde virá esse financiamento ainda está por decidir. É praticamente certo que será pedido à UE que contribua, mas há pouco consenso como dividir o enorme bolo de cerca de 15 mil milhões de euros.

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Olle Johansson

A Cimeira de Copenhaga, que se realizará em Dezembro deste ano, foi concebida para ser a meta final para o acordo sobre as reduções a nível mundial, mas actualmente poucos acreditam que haja um no final da mesma. A Der Spiegel entrevista Lars-Erik Liljelund, o enviado sueco para Copenhaga e com a Suécia a  ocupar a presidência da UE, será também o representante da união na cimeira:

[…]

SPIEGEL ONLINE: Can the EU take a leading role in the negotiations?

Liljelund: Leadership is something that you are given. You cannot say ‘I am a leader.’ And concerning the financing, we are already in a leading role. We know from bilateral discussions with emerging economies that this is acknowledged. Hopefully, the European Council at the end of this month will actually agree on concrete figures for the financing.

SPIEGEL ONLINE: Any financial commitment by the EU seems to be jeopardized by burden sharing issues.

Liljelund: We must remember that we have 12 new member states in the European Union. There is a huge difference in the economic strength between some of these new member states and the old ones. We have to acknowledge that and handle it ably. Countries like Latvia are under extremely high economic pressure. We cannot demand that they contribute to the same degree as the old member states.

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Joe Heller, «Green Bay Press-Gazette»

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