Notas ao café…

A incerteza de Maliki

Posted in notas ao café by JN on Outubro 28, 2009

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Os dois ataques no domingo em Bagdade provocaram 155 mortos e centenas de feridos. Embora nenhum grupo tenha reivindicativo a acção, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki culpou a Al Qaeda e membros do antigo partido de Saddam Hussein pelo ataque. Teme-se que os de domingo sejam apenas o início de uma nova vaga de violência.

Como escreve o New York Times, Nouri al-Maliki, que procura conseguir um novo mandato nas eleições marcadas para Janeiro de 2010, há mais de quatro meses que tenta mostrar que o Iraque entrou numa nova era, que a violência que ameaçou consumir o Iraque entre 2006 e 2007, é uma assunto do passado. A sua popularidade sempre teve como base o se poder acreditar que ele conseguiu manter o país seguro. O Sr. Maliki apostou a sua reputação política na capacidade das forças policiais e militares iraquianas conseguirem manter o Iraque pacifico, após a retirada dos militares americanos. Estes ataques, efectuados a dois dos mais bem guardados edifícios governamentais, vêm demonstrar o contrário e a popularidade do Sr. Maliki sofreu um grave abalo.

A The Economist escreve que os ataques acontecem num momento mais crítico para o Iraque. O Parlamento não conseguiu chegar a acordo sobre uma lei para as eleições, o que aumenta a possibilidade de serem adiadas. Se tal acontecer é um Nouri al-Maliki fragilizado que continuará a governar aumentado ainda mais a incerteza que se vive no país. Por outro lado, o exército americano continua a retirar; espera-se que até Agosto de 2010, 70 mil soldados tenham abandonado país.

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Nick Anderson, «Houston Chronicle»

Thomas L. Friedman, no New York Times, escreve que o Iraque não pode ser esquecido; este país tem que continuar a ser uma prioridade. As eleições são essenciais; o sucesso no Iraque terá impacto em todo o mundo árabe:

[…] Nothing is easy when trying to transform a country brutalized by three decades of cruel dictatorship. It is one step, one election, one new law, at a time. Each is a struggle. Each is crucial.

This next step is particularly important, which is why we cannot let Afghanistan distract U.S. diplomats from Iraq. Remember: Transform Iraq and it will impact the whole Arab-Muslim world. Change Afghanistan and you just change Afghanistan.

Specifically, the Obama team needs to make sure that Iraq’s bickering politicians neither postpone the next elections, scheduled for January, nor hold them on the basis of the 2005 “closed list” system that is dominated by the party leaders. We must insist, with all our leverage, on an “open list” election, which creates more room for new faces by allowing Iraqis to vote for individual candidates and not just a party. This is what Iraq’s spiritual leader, Grand Ayatollah Ali al-Sistani, is also demanding. It is a much more accountable system.

If we can get open list voting, the next big step would be the emergence of Iraqi parties in this election running for office on the basis of nonsectarian coalitions — where Sunnis, Shiites and Kurds run together. This would be significant: Iraq is a microcosm of the whole Middle East, and if Iraq’s sects can figure out how to govern themselves — without an iron-fisted dictator — democracy is possible in this whole region.

Uma resposta

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  1. Acção Directa said, on Outubro 28, 2009 at 12:25 pm

    Lapidar.

    Spartakus.


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