Notas ao café…

Honduras: crise de “líderes”

Posted in notas ao café by JN on Outubro 30, 2009

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Arcadio, «La Prensa»

Nas Honduras preparam-se as eleições presidenciais de 29 de Novembro; dezenas de observadores eleitorais estão a ser treinados pelas autoridades hondurenhas para umas eleições que se arriscam a ser controversas.

Ao mesmo tempo, enviados da administração Obama para as Honduras, tentam mediar um acordo de última hora entre o deposto Presidente Manuel Zelaya e o presidente interino Roberto Micheletti antes das eleições de 29 de Novembro. Muitos países ameaçaram não reconhecer o resultado destas eleições se a ordem constitucional não for restaurada até lá. Esta terça-feira, 16 membros do Congresso americano enviaram uma carta ao Presidente Obama pedindo-lhe que faça o mesmo, o que a acontecer poderá prolongar indefinidamente uma das piores crises da América Central nos últimos anos.

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Arcadio, «La Prensa»

As duas grandes questões, como escreve Sara Miller Llana no The Christian Science Monitor, é se as eleições resolverão a crise e se os hondurenhos irão votar:

[…] Many Hondurans hope that election day resolves the crisis sparked after Mr. Zelaya was kicked out of the country June 28 for considering constitutional change. But the election will only become a solution if Hondurans take it seriously, and many, particularly those who support Zelaya, say they plan to stay home.

“No way, never,” says taxi driver Marco Tulio shaking his head, when asked if he plans to cast a ballot. “What is the point of voting if they can just take out of office the one who is democratically elected?”

Honduran electoral officials do not just face opposition at home. The international community has also balked at the legitimacy of the race. […]

But the crisis has also cast doubts on election day. A recent poll by Greenberg Quinlan Rosner (GQR) this month showed that 81 percent of Hondurans say the country is moving in the wrong direction; Mr. Micheletti’s government has long maintained that elections will represent the end of the crisis.

But that will only work if it is considered fair. In the GQR poll, 54 percent say elections will be legitimate under the interim government compared to 42 percent who say they will not be legitimate.

Some fear this could translate into historic lows at voting booths across the country. Trust has been lost, particularly for those who support Zelaya, but even for those who disagree with his ouster, as the main institutions in the country – from the Supreme Court to the military – played a role in how events unfolded the day Zelaya was deposed.

“The biggest loser is democracy,” says Leticia Salomon, a sociologist at the National Autonomous University of Honduras.

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