Notas ao café…

As “piadas” de Krauthammer

Posted in notas ao café by JN on Novembro 2, 2009

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Bill Day, «The Commercial Appeal»

No Washington Post, Charles Krauthammer — que não é desprovido de sentido de humor, devo confessar — escreve:

Old Soviet joke:

Moscow, 1953. Stalin calls in Khrushchev.

“Niki, I’m dying. Don’t have much to leave you. Just three envelopes. Open them, one at a time, when you get into big trouble.”

A few years later, first crisis. Khrushchev opens envelope 1: “Blame everything on me. Uncle Joe.”

A few years later, a really big crisis. Opens envelope 2: “Blame everything on me. Again. Good luck, Uncle Joe.”

Third crisis. Opens envelope 3: “Prepare three envelopes.”

In the Barack Obama version, there are 50 or so such blame-Bush free passes before the gig is up. By my calculation, Obama has already burned through a good 49. Is there anything he hasn’t blamed George W. Bush for? The economy, global warming, the credit crisis, Middle East stalemate, the deficit, anti-Americanism abroad — everything but swine flu.

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Mike Lester, «Rome News Tribune»

Charles Krauthammer é um dos mais influente comentadores políticos da ala conservadora americana. Escreve regularmente no Washington Post e as suas colunas são publicadas em cerca de 200 jornais. Krauthammer concedeu uma entrevista à Der Spiegel onde os comentários negativos ao Presidente Obama não são de estranhar. No entanto, há dois que são curiosos e mostram que o Sr. Krauthammer nem sempre é um homem atento ao mundo — ou em certos assuntos não o quer ser. Num deles ele afirma que os Europeus admiram Barack Obama porque ele, de certa forma, representa o declínio americano; talvez seja o contrário, talvez os Europeus vejam em Obama o fim desse mesmo declínio. O segundo também não deixa de ser curioso; recorrendo a uma piada antiga — Charles Krauthammer parece gostar delas — compara o Presidente americano ao Brasil; o país do futuro e que será sempre apenas isso:

[…] He is a man of perpetual promise. There used to be a cruel joke that said Brazil is the country of the future, and always will be; Obama is the Brazil of today’s politicians. He has obviously achieved nothing. And in the American context, to be the hero of five Norwegian leftists, is not exactly politically positive.

Portanto o Brasil não conseguiu nada, apenas um dos maiores milagres económicos dos últimos anos. A importância do Brasil nos dias de hoje faz com o Presidente Lula da Silva e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, sejam uma presença obrigatória e influente em qualquer cimeira mundial — David J. Rothkopf chama a Celso Amorim o melhor ministro dos Negócios Estrangeiros do mundo. Se Barack Obama for como o Brasil, os EUA só têm a ganhar.

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John Darkow, «Columbia Daily Tribune»

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