Notas ao café…

O recado a Karzai

Posted in notas ao café by JN on Novembro 4, 2009

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Cardow, «The Ottawa Citizen»

O Presidente Obama e os seus aliados não deixaram qualquer dúvida do que pretendem de Hamid Karzai, depois deste ter sido declarado vencedor por desistência do adversário. E na sua conferência de imprensa, o Sr. Karzai parece ter entendido o recado: afirmou que irá erradicar a corrupção que alastra no seu governo e que iria formar um governo para todos os afegão, numa tentativa de acabar com as divisões étnicas no país. Apelou inclusive ao que ele chamou os “seus irmão Taliban” para se juntarem a esta causa. Quanto ao seu opositor, Abdullah Abdullah, o Presidente lamenta que este tenha desistido das eleições, afirmando que teria sido melhor para o país e para o processo democrático se o Sr. Abdullah tivesse participado.

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Jim Morin, «The Miami Herald»

Mas o ocidente, ao mesmo tempo, mostrou que ele será julgado nao pelas suas palavras mas sim pelas suas acções e que, em especial, o grau de compromisso do ocidente e o número de militares presentes no país irão agora depender dele.

Entretanto, os Taliban reclamam vitória pelo cancelamento das eleições já que este facto mostra que tiveram sucesso em perturbar e desacreditar internacionalmente o processo eleitoral, um símbolo e uma arma do poder estrangeiro no país, segundo eles.

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Dick Locher, «Chicago Tribune»

Para Michael Boyle, no The Guardianem sintonia com Matthias Gebauer na Der Spiegel -, a declaração de vitória de Hamid Karzai é um desastre para o esforço dos americanos e britânicos em encontrar um meio para terminar a sua quase eterna missão no Afeganistão; mais uma vez a comparação com o Vietname do Presidente Lyndon Baines Johnson surge:

The belated declaration of Hamid Karzai as the winner of Afghanistan’s election is a disaster for American and British efforts to find a way out of their never-ending mission there. An election that had been designed to bolster the legitimacy of the Afghan government has had precisely the opposite effect, producing a president elected only through widespread and systematic fraud. Worse still, a counter-insurgency strategy dependent on improving the legitimacy of the Afghan government has foundered as the US finds itself in a similar position to the one it faced in South Vietnam: supporting an illegitimate government with a diminishing ability to control its own territory, all the while trying to find a way not to lose the war. […]

To avoid the Saigon trap, the US needs to seek ways to restore its leverage over the Karzai government. At present, the US is punching beneath its weight in Afghanistan – precisely because the mission is so important. Obama has called Afghanistan the “necessary war” and promised to redouble efforts to repair its governance and beat back the Taliban insurgency. But the perverse consequence of throwing his full support behind Nato efforts was to signal to the Afghan government that the US could not afford to lose, thus undercutting American leverage in the region where it is needed most. […]

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Steve Benson, «Arizona Republic»

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