Notas ao café…

Abbas retira-se

Posted in notas ao café by JN on Novembro 8, 2009

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Hasan Bleibel, «Al-Mustakbal»

O Presidente da Autoridade da Palestiniana, Mahmoud Abbas, disse esta semana que não irá recandidatar-se colocando assim mais incerteza ao processo de paz para o Médio Oriente. Considerado pelo ocidente um líder moderado e pró-ocidental, Hillary Clinton foi um dos líderes que tentou convencer o Sr. Abbas a a não o fazer, algo que terá sido em vão. O Sr. Abbas, segundo fontes, está frustrado com os maus resultados da administração Obama em forçar Israel a para com a construção de colonatos na Faixa de Gaza. Esta frustração aumentou, na semana passada, com o elogio da Sra. Clinton ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, por este ter dito que a construção seria adiada e/ou atrasada, mas não iria parar.

A Liga Árabe fez um apelo a Mahmoud Abbas para reconsiderar e o mesmo o terá feito Israel que, embora as autoridades deste país afirmem que é um assunto interno da Palestina, mostram preocupação pela retirada de Abbas. Além de não se recandidatar, Mahmoud Abbas ameaça dissolver a Autoridade da Palestiniana e declarar  o processo de paz com Israel falhou.

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Emad Hajjaj, «Al-Ghad Newspaper»

Como escreve Jeremy Bowen da BBC, Mahmoud Abbas tornou-se uma parte importante na estratégia de paz de Barack Obama e se este anunciasse que apoia um Estado palestino da forma como Abbas defende, com as fronteiras de 1967, capital em Jerusalém Oriental, justiça para os refugiados da Palestina e controle do espaço aéreo e fronteiriço, este podia ser persuadido a concorrer. Mas isso, com o governo de Benjamin Netanyahu, não parece ser provável. Por outro lado, algo que não poderá deixar de preocupar o Presidente Obama e Benjamin Netanyahu, o sucessor mais provável de Abbas é Marwan Barghouti, um líder carismático da nova geração de líderes da Fatah; o problema é que este está preso em Israel onde cumpre cinco penas perpétuas por assassinato.

Muitos dos problemas de Mahmoud Abbas, que também pesarão nas sua decisão, foram as suas tentativas de agir favoravelmente em relação ao presidente Obama, especialmente nos esforços para arquivr do relatório Goldstone sobre crimes de guerra na ofensiva de Gaza que não foram bem vistos por muitos  palestinianos.

No entanto, e como escreve Saree Makdisi na Foreign Policy, Mahmoud Abbas já vai tarde. A sua actuação não foi boa para a causa da Palestina e a sua partida poderá significar um novo início para a paz. Para Makdisi a política de dois-estados seguida por Abbas foi um erro que apenas conseguiu qye mais território palestino fosse expropriado e que é altura de seguir com uma política de criação de um só estado, para judeus e palestinianos.

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Paresh Nath, «The Khaleej Times»

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