Notas ao café…

A “polémica leve”

Posted in notas ao café by JN on Novembro 12, 2009

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Angel Boligan, «El Universal»

No Reino Unido vive-se a polémica em torno das chamadas “drogas leves”. Apesar do consumo estar a diminuir no país, o governo britânico mudou a classificação da cannabis de “Classe C” para “Classe B” e agora a posse deste tipo de droga acarreta uma pena máxima de cinco anos e o tráfico pode levar a catorze anos de prisão. O Professor David Nutt, membro do Advisory Council on the Misuse of Drugs, foi despedido por publicamente denunciar esta decisão; outros cinco membros deste conselho pediram demissão em protesto pelo afastamento do Professor Nutt.

O despedimento de David Nutt e as consequentes demissões provocaram acesa discussão, com políticos e cientistas a acusarem o secretário Alan Johnson, que despediu o Professor Nutt, de distorcer evidências cientificas sobre a cannabis. Numa carta enviada ao jornal The Guradian, o Sr. Johnson acusou David Nutt de falta de lógica. Este, na NewScientist, responde e afirma que os políticos preferem ignorar as evidências e de falta de uma verdadeira política de combate ao consumo:

[…] No one doubts that heavy users of marijuana are risking trouble with their mental health. What I have simply pointed out is that we need a consistent policy, recognising that heavy users of alcohol and tobacco are more numerous and are causing themselves – and others – even more trouble through their indulgence.

Policies that ignore the realities of the world we live in are doomed to fail. This is true for just about all the biggest issues that we confront, from energy and climate to criminal justice, health and immigration. I’m not arguing that science dictate policy; considerations such as cost, practicality and morality also have a role. But scientific evidence should never be brushed aside from the political debate.

Segundo o relatório anual da EMCDDA, o organismo que monitoriza o consumo de drogas na UE, mais de um quinto dos Europeus já consumiram cannabis em alguma altura das suas vidas. O consumo desta droga ainda é elevado, segundo o relatório, mas está em declínio principalmente entre os jovens.

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[Fonte: The Economist]

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