Notas ao café…

Détante para o Médio Oriente

Posted in notas ao café by JN on Novembro 18, 2009


David Granlund, «Politicalcartoons.com»

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou nesta terça-feira que o governo americano está “consternado” pela aprovação, pelas autoridades israelitas, da construção de 900 novas habitações num colonato em Jerusalém Oriental. Também o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, mostrou o seu desagrado afirmando que estas novas construções serão mais um entrave às negociações de paz. Pelo seu lado, Israel através do porta-voz do primeiro-ministro, Mark Regev, afirma que Jerusalém é a capital de Israel e o continuará a ser.


Yaakov Kirschens

No New York Times, Roger Cohen escreve que o plano dos EUA para a paz no Médio Oriente e solução dos dois estados, que começou com Bill Clinton, falhou. Segundo Cohen, este plano ignora as divisões provocadas pela última década: 992 israelitas e 3,299 palestinianos mortos, a ocupação de Gaza pelo exército israelita, a vitória política do Hamas, o aumento dos colonatos israelitas e a construção de um muro que separa Israel da Cisjordânia. Para Cohen é altura de parar de falar de paz e falar de détante:

[…] These are not small developments. They have changed the physical appearance of the Middle East. More important, they have transformed the psychologies of the protagonists. Israelis have walled themselves off from Palestinians. They are less interested than ever in a deal with people they hardly see.

[…] Obama, who has his Nobel already, should ratchet expectations downward. Stop talking about peace. Banish the word. Start talking about détente. That’s what Lieberman wants; that’s what Hamas says it wants; that’s the end point of Netanyahu’s evasions.

It’s not what Abbas wants but he’s powerless. Shlomo Avineri, a political scientist, told me, “A nonviolent status quo is far from satisfactory but it’s not bad. Cyprus is not bad.”

I recall my friend Shlomo dreaming of peace. That’s over. The last decade destroyed the last illusions: hence the fence. The courageous have departed the Middle East. A peace of the brave must yield to a truce of the mediocre — at best.

At least until Intifada-traumatized Israeli psychology shifts. I agree with the Israeli author David Grossman when he writes: “We have dozens of atomic bombs, tanks and planes. We confront people possessing none of these arms. And yet, in our minds, we remain victims. This inability to perceive ourselves in relation to others is our principal weakness.”

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