Notas ao café…

A “Evita” americana

Posted in notas ao café by JN on Novembro 22, 2009


The Righter
Mr. Fish, «La Weekly/Catch of the Day»

Sarah Palin publicou uma autobiografia, Going Rogue: An American Life, na qual apresenta em outros pontos, a sua visão sobre a Evolução (“I didn’t believe in the theory that human beings–thinking, loving beings–originated from fish that sprouted legs and crawled out of the sea”), a guerra ao terrorismo global (“I knew the history of the conflict, to the extent that most Americans did), e experiência política (“There’s no better training ground for politics than motherhood”).


Dave Granlund, «Politicalcartoons.com»

Na The Economist escreve-se que uma autobiografia, desde Abraham Lincon, é algo quase indispensável para quem tem a ambição a um alto cargo nos EUA. E a 16 de Novembro, a ex-governadora do Alasca e candidata à vice-presidência em 2008 apareceu no programa de Oprah Winfrey (outra coisa indispensável) e apresentou a sua. “Going Rogue” depressa se tornou um best-seller. Desde que deixou o cargo de Governadora do Alasca, a Sra. Palin tem feito tudo para mostrar as suas convicções conservadoras anti-establishment na tradição de Ronald Reagan. Chegou mesmo a apoiar um candidato mais conservador para o Congresso em detrimento do candidato oficial do partido Republicano. A sua chegada agradou os conservadores e incomodou os republicanos moderados. Como em 2008, Sarah Palin continua a dividir o seu partido.


Mike Keefe, «The Denver Post»

E.J. Dionne Jr., no Washington Post, escreve que o partido Republicano é um partido sem qualquer tipo de estratégia a não ser impedir os Democratas e a administração de atingir qualquer tipo de objectivo; pelo meio entretêm-se com com o fenómeno Sarah. No TomDispatch.com, Max Blumenthal escreve que a Sarah Palin está a destruir o partido Republicano; quanto mais a senhora é atacada, mesmo dentro do seu partido, mais as bases gostam da senhora, mais dividido ficará o partido. Eugene Robinson, no Washignton Post, menos preocupado, chama a Sarah Palin a “Eva Perón” da política americana e que será um acto de futilidade tentar ignora-la; esta tornou-se um fenómeno da política do país mas sem consequências: com nove por cento a dizer que votariam em Sarah Palin, nunca haverá nenhum movimento que levará a senhora ao poder, mas ela ganhará muito:

[…] True believers will not mind. Palin’s unconventional trajectory and unkempt mind are seen as authentic, in the sense that we all know people who’ve had ups and downs in their lives and who couldn’t point to Kazakhstan on a map. Her success to date represents a triumph of authenticity over accomplishment. In the final analysis, I believe, that’s not enough to make her president. But others seeking the 2012 Republican nomination underestimate her at their peril.

Toward the end of her life, Eva Perón gave a famous speech in which she vowed, “I will return, and I will be millions!” Sarah Palin, our Evita, has returned — and she will make millions.


Pat Bagley, «Salt Lake Tribune»

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