Notas ao café…

De Seattle para Copenhaga

Posted in notas ao café by JN on Novembro 26, 2009


David Horsey, «Seattle Post-Intelligencer»

Na viagem à China de Barack Obama, como escreve Richard Black da BBC, ficou patente que algum tipo de acordo ainda poderia ser obtido em Copenhaga. Talvez por isso,  a Casa Branca confirmou que o Presidente Obama estará presente na cimeira em Copenhaga, que decorrerá entre 7 e 18 de Dezembro. Barack Obama que é alvo de pressões por parte de muitos líderes mundiais e apoiantes internos para tomar a iniciativa no combate às mudanças climáticas, vai propor um plano de redução das emissões americanas de gases que causam o efeito estufa em etapas, começando com 17 por cento até 2020. Esta proposta é um risco calculado, já que o Congresso nunca definiu qualquer limite.

Muitos ambientalistas consideram esta proposta ambiciosa, quando comparada com as metas da UE, já que é baseada nos níveis de emissões de 2005. E também não será fácil convencer o Senado americano para esta meta. Muitos senadores olham para este projecto como uma ameaça ao emprego americano e à sua economia; além disso, este projecto não será discutido no Senado antes de Copenhaga. Barack Obama pode considerar os problemas do clima algo urgente, boa parte dos americanos nem por isso.


Mike Lane, «Cagle Cartoons»

Quem também “prometeu” estar em Copenhaga são os protestos de muitos grupos de ambientalistas e com eles levam os protestos anti-globalização. Segundo Christopher Lawton na Der Spiegel, estes activistas esperam que os protestos em Copenhaga possam ser o começo de um novo movimento semelhante ao movimento anti-globalização que se formou depois dos motins, em 1999, durante a cimeira da Organização Mundial do Comércio, em que milhares de pessoas — entre as quais ecologistas, anarquistas, trabalhadores, estudantes, pacifistas e humanistas — mobilizaram-se por vários dias, nas ruas de Seattle. Ficou para a História como a “Batalha de Seattle”. Claro, como escreve Lawton, as autoridades dinamarquesas têm outros planos. Em Seattle, os activistas pretendiam que os líderes mundiais nada fizessem, em Copenhaga espera-se que façam realmente algo, o que implica que talvez as tácticas devessem ser diferentes; de qualquer forma o cenário está montado:

If you missed Seattle, you won’t want to miss Copenhagen. That, at least, is what Tadzio Müller, a political scientist and climate activist with Climate Justice Action — a global network of activists and non-governmental organizations committed to combating climate change — is telling people. The mass protest movement, he hopes, is turning green.

[…] Perhaps most significant, however, Müller and his group plan to storm the conference on Dec. 16 and “disrupt the sessions and use the space to talk about our agenda,” as the Climate Justice Action Web site describes it. The hope is that official delegations participating in the summit will join the protest, called “Reclaim Power.”

The actions are reminiscent of similar tactics used during the WTO protest in Seattle, when protestors were successfully able to prevent delegates from reaching the convention center where meetings were being held. […]

Despite Müller’s protestations that he wishes to avoid violence, the Danish authorities are assuming the worst — and outfitting the police with far-reaching new powers. […]


Oguz Gurel

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: