Notas ao café…

A nova estratégia de Obama

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 2, 2009


Nick Anderson, «Houston Chronicle»

O Presidente Obama divulgou a nova estratégia da sua administração para o Afeganistão ontem numa comunicação directamente da academia militar de West Point.  Afirmando que o Afeganistão ainda não está perdido, o Presidente anunciou o envio de mais 30 mil militares em 2010 e, ao mesmo tempo, anunciou que as forças americanas iniciarão a retirada do país até ao final de 2011:

[…] “We must deny al Qaeda a safe-haven,” Mr. Obama said. “We must reverse the Taliban’s momentum and deny it the ability to overthrow the government. And we must strengthen the capacity of Afghanistan’s Security Forces and government, so that they can take lead responsibility for Afghanistan’s future.”

To those who might be tempted to end American involvement in that remote region, Mr. Obama said Afghanistan and Pakistan together are the “epicenter of the violent extremism practiced by Al Qaeda, whose brand of terrorism he likened to cancer.

Barack Obama no domingo enviou as ordens aos militares e, na segunda-feira, discutiu a nova estratégia com líderes estrangeiros entre os quais o Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai. Segundo New York Times, o Presidente ordenou que as tropas fossem enviadas mais rapidamente que o planeado originalmente, um esforço para reduzir qualquer tipo de proveito pelos Taliban e colocar pressão no governo afegão. Com os problemas internos que Barack Obama enfrenta, este pretende passar o mais depressa possível o controlo do Afeganistão para o governo de Karzai. Com o número de tropas enviadas também pela NATO, o número de militares presentes no Afeganistão estará perto do que o General Stanley McChrystal pediu.


Patrick Corrigan, «The Toronto Star»

J. Alexander Thier, na Foreign Policy, pergunta-se se ainda valerá a pena combater no Afeganistão e escreve que haverão poucas razões para os EUA estarem neste país, mas que isso não é razão, agora, para retirar. Para Thier, o Presidente Obama tem uma tarefa penosa pela frente. Terá que convencer o crescente número de cépticos nos EUA, Europa e Afeganistão e toda a região de duas coisas: que os EUA e a NATO tem um real interesse estratégico na estabilidade do Afeganistão e que ele, e os seus aliados, podem e querem alcançar o sucesso.

David Corn, no Politics Daily, escreve que Barack Obama encurralou-se a si próprio; vai entrar numa guerra sem o apoio dos seus aliados, os Democratas e os seus eleitores, apenas os Republicanos estão a favor. Todos os que apoiaram vão sentir-se “traídos” e o único apoio que poderá ter será daqueles que esperam que falhe. Por outro lado, como escreve Corn, terá muitas dificuldades em convencer os americanos da necessidade deste novo reforço militar.


Chappatte, «The International Herald Tribune»

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