Notas ao café…

O mundo reage a Obama

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 3, 2009


Patrick Thomas, «The New York Times»

Depois de meses de deliberações, Barack Obama perante centenas de cadetes de West Pont, muitos dos quais serão enviados para o teatro de guerra, repetidamente evocou o 11 de Setembro para justificar a escalda na guerra do Afeganistão, que já dura oito anos, e porque enviará 30 mil militares para o terreno até ao próximo verão; reverter as acções dos Taliban e impedir que o governo afegão seja derrubado. Em West Point o Presidente enviou duas mensagens: a primeira é que está determinado em vencer no Afeganistão; a segunda, e com todos os problemas que os EUA enfrentam eternamente, não pretende ficar eternamente no Afeganistão e apontou meados de 2011 para a retirada. A última não é só para consumo interno, é também para o governo afegão, o tempo que tem para formar a sua própria defesa. Segundo a Time este é um dos pontos que o Presidente não explicou: como conseguirá que o exército afegão cresça e se torne autónomo.


Bill Schorr, «Cagle Cartoons»

Para muitos senadores, como John McCain, o Presidente cometeu um erro ao dizer que irá retirar em 2011; para estes senadores a decisão de Barck Obama é prematura e infundada. Hillary Clinton, o Secretário da Defesa Robert Gates afirmaram que  em meados desse ano será possível afirmar se a retirada nesse ano é possível ou não. Como escreve a The Economist, o Congresso não deixará de apoiar a decisão do Presidente; os Republicanos querem ganhar esta guerra, que já vem de uma administração republicana, os Democratas não terão grande escolha.

Quem também não perdeu tempo a responder a Barack Obama forma os Taliban; num comunicado divulgado à imprensa nesta quarta-feira, um comandante Taliban afirmou que a estratégia dos EUA não vai funcionar e que as tropas estrangeiras vão sofrer grandes baixas como consequência.

A nova estratégia do Presidente Obama também contempla o envio de tropas da NATO. Embora os líderes europeus tenham reagido positivamente ao discurso de Barack Obama e Anders Fogh Rasmussen, Secretário-Geral da NATO, tenha prometido cinco mil militares da NATO, a Europa parece relutante em comprometer-se no envio da mais militares, poderá perguntar-se se a NATO realmente conseguirá cumprir a promessa do Sr. Rasmussen.

O General Stanley McChrystal tem agora o que quer; pediu 40 mil e terá quase esse número e afirmou que o Presidente Obama lhe conferiu uma missão e os recursos para a cumprir. Afirma que o Presidente afegão, Hamid Karzai, está “entusiasmado” com a nova estratégia, embora muitos responsáveis do governo afegão mostrem alguma preocupação com a antecipação do envio de mais tropas.


Victor Harville, «Stephens Media Group»

David Ignatius, no Washington Post, escreve que Barack Obama toumou a decisão certa, mesmo que venha a ser atacado pelos dois lados da política americana. Para Gabor Steingart, na Der Spiegel, o discurso do Presidente foi uma desilusão, uma fusão de discurso de campanha eleitoral com a retórica de George W. Bush. John Barry e Evan Thomas na Newsweek, chamam ao Afeganistão o “Vietname de Obama”; escrevem que a analogia não será correcta mas que tudo o que se passa actualmente começa a ser familiar, algo que remonta à era do Presidente Lyndon B. Johnson.


Richard Bartholomew, «Artizans.com»

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