Notas ao café…

Teerão: de 1953 a 2009

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 8, 2009


David Fitzsimmons, «The Arizona Star»

Todos os jornalistas estrangeiros foram proibidos de cobrir os eventos do Dia Nacional dos Estudantes, no Irão. A data de 7 de Dezembro recorda os três estudantes mortos pela polícia, em 1953, aquando de manifestações anti-americanas. Nos protestos desta segunda-feira, pelo menos dois apoiantes do líder da oposição, Mir-Hossein Mousavi, terão sido detidos. Vários grupos de oposição tinham apelado a uma manifestação contra a reeleição, de Junho passado, do Presidente Ahmadinejad. As autoridades desligaram a central de telemóveis de Teerão para evitar o contacto entre os diferentes membros da oposição.

Milhares de estudantes gritaram frases como “Morte ao Ditador”, queimaram imagens do supremo líder do Irão e invadiram mais de uma dezena de campus universitários no maior protesto anti-governamental desde há meses. Os confrontos com as autoridades forma inevitáveis, principalmente com membros da Guarda Revolucionária.


Bob Englehart, «The Hartford Courant»

Escreve o openDemocracy:

The Islamic Republic now finds itself the target of the same attacks made upon the regime of the Shah it displaced. Despite attempts by the regime to suppress new media protest, the opposition have resorted to low tech means, using CDs, pamphlets and word-of-mouth as a means of spreading their message. Similarly, in order to outmanoeuvre the ban on demonstrations, Mousavi’s supporters have been using state-sanctioned events, such as the one today, to insert their demands. This is not the first of its kind; an event commemorating the seizure of a US embassy building was similarly hi-jacked recently, with opposition supporters ignoring threats of a crackdown and coming out in droves in towns and cities across Iran. Key players in the opposition have maintained that this is a tactic they will continue to use in the future.

Try as they might, hardline government officials have failed by violent means to stifle the demand for change. Protests are now occurring almost daily within the country’s universities, with much anger being directed towards the Iranian spiritual leader Ayatollah Ali Khamenei as much as President Ahmadinejad. The divide between the regime and significant segments of the Iranian public grows ever larger, and given the intransigence of both sides, this is unlikely to be closed soon. This leaves the government in Tehran with little choice but to start making concessions, at least enough to divide and marginalise the opposition. Until such a time, and the wait may be long indeed, the violence looks as if it will only get worse.

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