Notas ao café…

Copenhaga e o dinheiro

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 12, 2009


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Depois do “Texto Dinamarquês” que originou o mal estar entre países pobres e/ou em vias de desenvolvimento com o países mais ricos surge agora um outro documento, este preparado pelo Brasil, Índia e China que não faz qualquer referência a cortes nas emissões para os países em desenvolvimento e rejeita quaisquer planos para verificações externas. Inevitavelmente, o argumento para a melhor forma de poder ajudar o planeta e combater as alterações climáticas parece ter ficado reduzido ao argumento do dinheiro. Os países em desenvolvimento acham que os países desenvolvidos têm que fazer maiores cortes nas emissões e contribuírem com mais dinheiro para ajudarem os países mais pobres a atingirem as suas metas.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

A UE irá contribuir com 7,2 mil milhões de euros nos próximos três anos para ajudar os países mais pobres a adaptarem-se às mudanças ambientais. Este acordo resultou de uma cimeira de dois dias em Bruxelas e pretende dar um impulso às negociações em Copenhaga. Todos os 27 irão contribuir, com o Reino Unido a contribuir com a maior fatia, 553 milhões de euros por ano, segundo Gordon Brown. No entanto esta proposta da UE não agradou aos países mais pobres que esperavam mais e mais cedo. Particularmente crítica da proposta da UE foi a China; para a China a ajuda a curto prazo é algo é irreal e que de pouco servirá. Para os responsáveis chineses mais importante é um mecanismo operacional, pelo menos, a médio prazo, que garanta fundos para os países em desenvolvimento, alegando a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos na acumulação dos gases com efeito de estufa na atmosfera.

Foi, entretanto, publicado o primeiro draft do acordo final da cimeira de Copenhaga. Propõe cortes globais de 50 por cento, segundo os níveis de 1990, até 2050. Os países mais industrializados devem reduzir em 25 por cento até 2020. Não há qualquer valor imposto para os países em desenvolvimento, como a China, o Brasil e a Índia.


Chappatte, «The International Herald Tribune»

David Corn, no Politics Daily, escreve que a Cimeira de Copenhaga são uma mistura de negociação com o “jogo da culpa”, ou para ser mais preciso, como Corn escreve, do “jogo não-me-culpem”.

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