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Posted in notas ao café by JN on Dezembro 18, 2009


Bado, «Le Droit»

Copenhaga é como Genebra e Pittsburgh. Nestas três cidades existiu e existe uma tentativa de responder aos desafios do mundo. Em Copenhaga, são as alterações climáticas. Em Genebra, foi o comércio global. Em Pittsburgh, há pouco mais de dois meses atrás, foi a economia global.

Esta série de negociações internacionais não deve nada ao acaso. Cada vez mais, o mundo é uma “aldeia”. O que acontece numa parte do mundo pode influenciar directamente os acontecimentos que ocorrem numa outra. A técnica transformou o mundo, dando ao homem um poder sobre a natureza cujos efeitos começam a ser vistos em todo o mundo, tornando incrivelmente fácil circulação de pessoas, mercadorias, informação e capital. Mas esta aldeia não tem um “Executivo”, apenas “comités de bairro”, fazendo com que as negociações a longo prazo sejam difíceis de atingir.


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Copenhaga, Genebra e Pittsburgh mostraram a profunda divisão entre ricos e pobres desta “aldeia global”, uma verdadeira “luta de classes” a nível global; os primeiros não querem perder o estatuto, os segundos querem-no. Os primeiros querem ajudar os segundos, mas ninguém se entende na forma, como escreve Naomi Klein na The Nation. E pelo meio é quase impossível decidirem a atingirem objectivos comuns. No penúltimo dia, e com o receio de a cimeira ser um total fracasso – não será total porque se pode atingir um acordo sobre a preservação das florestas -, os esforços diplomáticos aumentaram, como o do Presidente Sarkozy a pedir um acordo, mesmo que seja a manutenção do Protocolo de Kyoto, e Hillary Clinton a propor que os países mais ricos, incluindo os EUA, ajudem os mais pobres com 100 mil milhões de dólares por ano na próxima década, o que é uma alteração da estratégia da administração Obama.

Se vários países, muitos deles africanos, receberam com agrado a proposta apresentada pela Sra. Clinton, os responsáveis chineses parecem pouco entusiasmados com a proposta, dizendo que a proposta americana é pouco clara. Como escreve Christian Schwägerl na Der Spiegel, a falta de acordo entre a China e os EUA foi um dos principais entraves às negociações em Copenhaga. No entanto, a proposta americana e o facto da China ter aceite reformar o sistema de controle de emissões do país e em ajudar financeiramente os países mais pobres, segundo a BBC, faz com que um acordo, “pouco ambicioso”, ainda possa ser conseguido na reunião de líderes em Copenhaga.


Riber Hansson, «Svenska Dagbladet»

2 Respostas

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  1. Rui Figueiredo said, on Dezembro 18, 2009 at 3:40 pm

    As imagens certas meu caro, aliás como sempre!!! Já agora dê uma espreitadela ao artigo do Mário Crespo que fez para o JN, coloquei hoje no meu blogue. Abraço


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