Notas ao café…

Em busca do tempo perdido

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 22, 2009


Aislin, «The Montreal Gazette»

Bryan Walsh na Time escreve que apesar de Copenhaga sido um desastre foi também um hino à discórdia. Fora da cimeira foram os motins onde a polícia dinamarquesa teve de entrar em choque com milhares de manifestantes que exigem uma acção imediata por parte dos governos do mundo. No interior, os governos do mundo dividiam-se entre ricos e pobres enquanto as duas grandes economias, os EUA e a China trocavam “diferendos”. No fim, tudo o que era produzido era um acordo provisório que mal vale esse nome e o próprio arquitecto do mesmo, o Presidente Barack Obama, foi obrigado a admitir que não era suficiente e que ainda há um longo caminho a percorrer. Nas cinco conclusões que Walsh escreve, refere que a China é factor decisivo em qualquer futuro acordo, que o mundo, ao menos, consegue acordos para salvar as florestas e que, mesmo falhando, Copenhaga será um marco na política internacional e que a era da diplomacia entra na sua “idade adulta”.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Era da diplomacia ou não, o facto é que quando 192 países se reúnem e nada (ou quase) acontece, alguém terá que ter a culpa — algué tem que responder pelo “clube de perdedores”, como escreve Christoph Seidler. Gordon Brown e o governo britânico já têm um, a China, e o ministro da Energia, Ed Miliband, escreve-o no The Guardian, onde também acusa o Sudão, a Bolívia, Cuba, Nicarágua e a Venezuela de terem bloqueado um acordo. Das acusações britânicas, os EUA saem ilibados.

Markus Becker, na Der Spiegel, chama “desastre” à cimeira e aponta a politica negocial da China e dos EUA como principais responsáveis deste “desastre”. Também na Spiegel, Christian Schwägerl, escreve que os EUA, a China, a UE, o G8 são todos igualmente responsáveis por Copenhaga ter falhado e, acima de tudo, de terem destruído um recurso vital do mundo: a confiança.


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Em jeito de resumo de uma “cimeira perdida”, escreve George Monbiot no The Guardian:

First they put the planet in square brackets, now they have deleted it from the text. At the end it was no longer about saving the biosphere: it was just a matter of saving face. As the talks melted down, everything that might have made a new treaty worthwhile was scratched out. Any deal would do, as long as the negotiators could pretend they have achieved something. A clearer and less destructive treaty than the text that emerged would be a sheaf of blank paper, which every negotiating party solemnly sits down to sign.

[I]mmediate self-interest has trumped the long-term welfare of humankind. Corporate profits and political expediency have proved more urgent considerations than either the natural world or human civilisation. Our political systems are incapable of discharging the main function of government: to protect us from each other.

Goodbye Africa, goodbye south Asia; goodbye glaciers and sea ice, coral reefs and rainforest. It was nice knowing you. Not that we really cared. The governments which moved so swiftly to save the banks have bickered and filibustered while the biosphere burns.


Chappatte, «The International Herald Tribune»

2 Respostas

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  1. Rui said, on Dezembro 24, 2009 at 1:31 am

    Feliz Natal. Força para 2010! Abraço


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