Notas ao café…

Liu Xiaobo

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 29, 2009


Signe Wilkinson, «Philadelphia Daily News»

Há cerca de um ano, o intelectual chinês Liu Xiaobo ajudou a organizar uma petição conhecida por “Carta 08”, que pedia mais abertura e liberdade de expressão na China. A “Carta 08” conseguiu atrair a atenção do mundo.

A 25 Dezembro de 2009, Liu Xiaobo foi condenado a onze anos de prisão por “subversão”. A sentença foi proferida dois dias depois do julgamento de Liu, que durou três horas. Liu passou o ultimo ano detido e o seu advogado, apesar de planear recorrer da decisão, tem pouca esperança que a sentença seja revogada. Liu Xiaobo teve muita atenção internacional — em Março de 2008 recebeu o prémio Homo Homini de 2007– e o julgamento deste bastante criticado por todos, principalmente por organizações que defendem os direitos Humanos, como a Human Rights Watch.

De uma forma geral, activistas e críticos do regime chinês têm recebido penas bastante mais leves e menos visíveis do que a de Liu Xiaobo. A maior parte destas forma detenções por alguns dias ou apenas ficarem sem passaporte, como foi o caso do ambientalista Yu Xiaogang que recebeu o Goldman Environmental Prize em 2008.


Manny Francisco, «The Manila Times»

John Kamm, fundador da Fundação Dui Hua que defende os direitos Humanos e a libertação dos prisioneiros políticos chineses, disse ao New York Times que o julgamento de Liu Xiaobo é um sinal que o governo chinês quer dar um exemplo e está mais confiante na sua capacidade em desafiar as pressões internacionais e vencer:

[…] “Many people see this trial as a tipping point,” said John Kamm, the founder of the Dui Hua Foundation, a group that advocates for human rights and works behind the scenes to free Chinese political prisoners. “The government seems to be getting tougher and more unyielding.”

During the past year, the government has tightened restrictions on access to the Internet, suppressed the country’s small band of public advocacy lawyers and jailed activists who blamed poor school construction for the deaths of thousands of children during the 2008 Sichuan earthquake.

Legal scholars say they worry that top party leaders seem less amenable to building an impartial legal system and allowing people to exercise the political rights in China’s Constitution, which could mean that intellectuals and civic groups have less room to operate.

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