Notas ao café…

O factor Farouk

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 31, 2009


Nick Anderson, «Houston Chronicle»

O Presidente Barack Obama descreveu ontem a falha dos sistemas de informação e segurança em impedir Umar Farouk Abdulmutallab de embarcar no voo 253 da Northwest Airlines, com destino Detroit, como “totalmente inaceitável”. Numa comunicado feito a partir do Havai, onde está de férias com a família, o Presidente descreveu o atentado terrorista como “uma falha sistémica”.

O Presidente Obama fez a sua declaração após membros do governo americano terem dito ao New York Times que os EUA sabiam que “um nigeriano” estava a planear um ataque, mas que os serviços de segurança e informação não cruzaram as informações obtidas, algo que poderia ter permitido impedir Abdulmutallab de embarcar. Como em 2001, a falha na partilha de informações entre as várias agências de espionagem e informação estão na base de mais esta falha de segurança.

Entretanto mais informações sobre Umar Farouk Abdulmutallab têm vindo a surgir. O Washington Post refere que Abdulmutallab se referia a si próprio, na Internet, como um solitário e deprimido. Steve Coll, na New Yorker, escreve que mesmo pelos padrões da blogosfera (seja lá o que isso for), não há muita informação sobre o Farouk Abdulmutallab e recorre a uma biografia deste no jornal nigeriano This Day para tentar perceber o que pode ter estado na origem do acto deste jovem nigeriano.


Ed Gamble, «Florida Times Union»

Andrew Rettman, no EUobserver, escreve sobre as medidas de segurança nos aeroportos após o atentado frustrado e, em especial, sobre os atrasos que provocaram a introdução dessas mesmas medidas. Rettman escreve também sobre a nova “polémica de segurança”: os “scanners” corporais nos voos para os EUA. Estes utilizam raios-X ou microondas para produzirem imagens que permitem ver qualquer objecto escondido mas ao mesmo tempo revelam as “curvas intimas” dos passageiros aos seguranças. O governo holandês já declarou que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos no mais recente ataque da al-Qaida e que em breve vão utilizar “scanners” corporais em todos os voos para os EUA. Mas na Alemanha, como se escreve na Der Spiegel, o assunto está a gerar grande controvérsia, assim como nos EUA.


Joe Heller, «Green Bay Press-Gazette»

Juan Cole no Informed Comment, refuta as críticas feitas pelos Republicanos a Barack Obama. Robert Scheer, na Truthdig, escreve que não há nenhuma “guerra contra o terror”; todo o sistema de segurança construído após o 11 de Setembro falhou e que o complexo militar dos EUA estão é equipados para combater uma super potência que já não existe e não “roupa interior”. Eugene Robinson escreve que desta vez “tivemos sorte”.

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