Notas ao café…

Um governo em colapso

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 31, 2009


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Segundo a The Economist, a recente onda de repressão no Irão é um sinal de que o governo e todo um sistema começa a temer pelo seu futuro e que as divisões no interior do clero são cada vez mais profundas; para a Economist a repressão apenas parece fortalecer a oposição. Por outro lado, o Irão vê-se cada vez mais isolado internacionalmente; mesmo os seus “pragmáticos aliados”, como a Rússia e a China, vêem com algum receio que os seus negócios com o regime iraniano podem ser comprometidos pela actual situação.

Ulrike Putz, na Der Spiegel, parece compartilhar a mesma opinião; as recentes manifestações em Teerão e outras cidades colocaram o governo na defensiva e ao quebrar o tradicional cessar-fogo em dias religiosos, o regime enfureceu muitos conservadores fornecendo aos opositores uma oportunidade para continuar a forçar o regime, através de mais manifestações, a adoptar reformas.


Pat Bagley, «Salt Lake Tribune»

No seu editorial de 29 de Dezembro, o Los Angeles Times, escrevia que a repressão, a morte do sobrinho do líder da oposição, Mir-Hossein Mousavi, a prisão de vários dirigentes, mostram um governo com medo de perder o controlo:

[…] Throughout the past six months, the Islamic government has used seemingly measured force and surgical arrests to try to put down the protests without fueling more opposition. But the protests are not dying out. […] The opposition appears to have grown into a politically and geographically diverse grass-roots uprising. Its challenge of the election results has expanded into a challenge to the very legitimacy of the Islamic government.

Against that backdrop, Habibi-Mousavi’s death, along with the killing of at least seven other protesters, seems a sign of increasing desperation on the part of government forces. Until now, the Ashura holiday was sacrosanct, a day for peace, not violence; as another former presidential candidate, Mehdi Karroubi, noted, even the deposed Shah Mohammed Reza Pahlavi had respected it. […] Those are the acts of a government tightening its grasp for fear of losing its grip altogether. President Obama condemned “the violent and unjust suppression” and called on Iran to abide by international human rights obligations. Indeed, by refusing to respect the rights of the opposition, the Iranian regime courts civil war.

O Ayatollah Mohsen Kadivar em entrevista à Der Spiegel, afirma que está convencido que o regime iraniano irá cair:

[T]he Shiite theocracy in its present form has failed — a fact that few have expressed as clearly as my teacher in the last few months. Incidentally, when Grand Ayatollah Montazeri had his falling out with Khomeini, three months before the supreme religious leader’s death in 1989, he said: This state is so different from the one we dreamed of and worked to create. Still, it is not Islam which has failed, but rather a particular interpretation of Islam. I also want to express that there hasn’t been a revolution in Iran yet. The opposition is becoming increasingly clear in the formulation of its objectives and more daring. Still, we need to remain patient. I do not know when, exactly, but I am convinced that the regime will collapse.


Mike Luckovich, «The Atlanta Journal-Constitution»

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