Notas ao café…

Falhar no Médio Oriente

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 4, 2010


Dave Granlund, «Politicalcartoons.com»

Massimo Calabresi, na Time, escreve que levou apenas dez meses a Barack Obama para conseguir algo que os seus antecessores conseguiram no último ano dos seus mandatos: falhar no processo de paz do Médio Oriente. Calabresi não deixa de apontar o facto de o Presidente Obama ter-se ocupado desde o início do seu mandato desta problema, ao contrário de Bill Clinton e George W. Bush que esperaram pelo fim dos seus mandatos, e que este herdou a pior situação possível para um possível acordo desde há décadas: tomou posse numa altura em que Israel iniciou a sua acção militar contra o Hamas; nas eleições em Israel ganhou uma coligação de direita constituída por partidos que se opõem a um estado palestiniano; numa altura em que os palestiniano estão cada vez mais divididos e Mahmoud Abbas é um líder cada vez mais isolado:

[…] Obama quickly exacerbated these problems with a series of tactical mistakes. He drew a line in the sand over Israeli settlements, insisting that all construction outside Israel’s 1967 borders stop in order to revive negotiations. Not only did this set a politically unachievable goal for Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu, it meant that anything short of a full freeze would look like a loss for Palestinian Authority President Mahmoud Abbas. Abbas was already politically damaged by the Gaza war; anything less than full Israeli compliance — particularly in East Jerusalem, which the Palestinians see as the capital of their future state — became politically intolerable for him, and he refused to negotiate until Israel complied with Obama’s demand.

Washington then made matters worse by pressuring a reluctant Abbas to visit the U.N. General Assembly in New York for a handshake photo opportunity with Obama and Netanyahu, then sending him home with no tangible wins. By the fall, Abbas was talking of resigning. […]

By year’s end, the process remained in a stalemate: Israel had offered a partial settlement freeze but not enough to get the Palestinians back to the table. And most of the negotiating action was going on via back channels between Israel and Hamas, the radical rulers of Gaza, over an exchange of Palestinian prisoners for the captive Israeli soldier Gilad Shalit. […]

For now, though, the Administration is sticking with its approach of pushing for direct talks on a two-state solution, hoping that continued pressure will bring the Israelis and Palestinians to the table. If negotiations can be restarted, Washington is confident of making progress. If not, it will face the same kind of full-scale policy review that it undertook on Afghanistan and Iran — only much later, and after much more damage to the process.


Phil Hands, «Wisconsin State Journal»

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