Notas ao café…

“Legados” de Farouk

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 7, 2010


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Algo já esperado, os EUA anunciaram na terça-feira que vão suspender a repatriação dos detidos do Iémen na prisão de Guantánamo devido aos problemas de segurança nesta país. Cerca de metade dos detidos de Guatánamo são do Iémen. Esta decisão da administração americana irá atrasar ainda mais o encerramento da prisão que estava previsto para este mês.

Segundo as novas regras que surgiram após o atentado falhado de Umar Farouk Abdulmutallab, cidadãos do Afeganistão, Argélia, Cuba, Irão, Iraque , Libano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria e Iémen serão sujeitos a medidas de controlo extraordinárias. Eugene Robinson escreve sobre o ridículo que é aplicar a Cuba o mesmo tratamento que aos outros países:

[…] Cuba is not a failed state where swaths of territory lie beyond government control; rather, it is one of the most tightly locked-down societies in the world, a place where the idea of private citizens getting their hands on plastic explosives, or terrorist weapons of any kind, is simply laughable.

There is no history of radical Islam in Cuba. In fact, there is hardly any history of Islam at all. With its long-standing paranoia about internal security and its elaborate network of government spies and snitches, the island nation would have to be among the last places on earth where al-Qaida would try to establish a cell, let alone plan and launch an attack. Yet Cuba is on the list because the State Department still considers it—along with Iran, Sudan and Syria—to be a state sponsor of terrorism. […]

Algo que também seria inevitável após o atentado de Umar Farouk Abdulmutallab foi o drástico aumento de medidas de segurança nos aeroportos. Boa parte destas medidas na Europa centraram-se nos “scanners” corporais, que produzem uma imagem através de raios-X que podem revelar objectos escondidos no interior da roupa dos passageiros.


Steve Nease

Além de muitos considerarem uma invasão de privacidade, de causarem demoras estes podem não ser tão eficazes como se poderia pensar, como escreve Leo Cendrowicz na Time:

[…] One of the main criticisms of the scanners, which have already been installed at 19 airports in the U.S., is that they cannot detect low-density materials such as powders, liquids, thin pieces of plastic or anything that resembles skin. Nor can they detect any explosives concealed internally. Some politicians and aviation experts have questioned whether the scanners would have detected the powder that Abdulmutallab carried on board Northwest Flight 253. […]

Scott Stewart, vice president of tactical intelligence at the global consultancy Stratfor, says that no matter what type of technology is used at airports, creative terrorists will always find ways to get around it. “Look at prison systems, where searches are far more invasive — they still can’t stop contraband from being smuggled into the system,” he tells TIME. But when it comes to the full-body scanners, Stewart says the bigger concern is that authorities may be diverting scarce security resources away from more proven measures, like training airport staff to detect suspicious behaviors in would-be attackers before they board planes. “We have a tendency to over-rely on technology, especially Americans, instead of human intelligence,” he says. […]

Walter Oppenheimer e David Alandete, no El País, em “Al Qaeda también nos desnuda”, parecem ter uma opinião semelhante a Leo Cendrowicz.


Cardow, «The Ottawa Citizen»

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