Notas ao café…

A China “verde”

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 8, 2010

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu ontem que a UE deve criar um imposto sobre as emissões de carbono como uma forma de as reduzir; isto uma semana após o Conselho Constitucional francês ter anulado a intenção do Governo francês. Na França; Nicolas Sarkozy não teve o apoio dos socialistas, dos Verdes e de cerca de 70 por cento da população; na UE boa parte dos governos não vêm com bons olhos a proposta francesa, em especial a Alemanha.


Dario Castillejos, «Imparcial de Oaxaca»

Depois de Copenhaga é uma UE que “volta” a casa derrotada. Por mais de uma década, a UE posicionou-se no mundo como uma campeã no combate às alterações climáticas; quando a cimeira falhou a Europa perdeu mais uma batalha importante. Como escreve na Foreign Policy Jonathan Holslag, director do Instituto de Estudos Contemporâneos da China em Bruxelas, a UE depressa encontrou um bode expiatório, a China. Holslag escreve que antes de se começar a criticar os grandes “poluidores do oriente”, os europeus devem primeiro aceitar que a falta de um acordo real em Copenhaga é também uma consequência da inércia económica da Europa e que esta tem algo a aprender com a China:

[…] In many ways, China did exactly what a properly governed developing country should do: lift its people out of poverty while trying to reduce the negative effects of industrialization. Thus far, it has performed this balancing act remarkably well. It has invested massively in improving the efficiency of its economy and has committed to reducing the energy intensity of its industrial production to a level that could herald a new stage of green growth.

Although economic expansion is still the No. 1 priority, the prevention of environmental hazards related to global warming has been acknowledged to be a matter of national security. […]

Furthermore, Beijing has spent billions on research and development for new clean-energy technologies, recognizing them as a potential source of growth. In just a few years’ time, Chinese companies such as Suntech and Goldwind have become global leaders in solar and wind energy, respectively. China will soon also start to make progress in niche markets like clean coal and hybrid car technologies.

This ambition to turn the challenge of climate change into an opportunity for economic growth has been entirely missing in the European Union. When melting glaciers started to make newspaper headlines, Europe started to dream of making green power into a sort of soft power. It spent billions to profile itself as a clean-energy champion vis-à-vis China, India, and Brazil. This engagement certainly helped raise awareness, but at the same time Europe failed to engage its own member states. Countries such as Germany, Britain, and Spain did their utmost to cash in on the first generations of wind turbines and photovoltaic systems but made little effort to maintain their edge in the long run. […]


Taylor Jones, «Politicalcartoons.com»

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