Notas ao café…

Cambodja confronta o genocídio

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 11, 2010


Chappatte, «International Herald Tribune»

Durante o regime do Khmer Vermelho no Cambodja, entre 1975 a 1979, pelo menos 1,7 milhões de pessoas — num país de sete milhões de habitantes — morreram por excesso de trabalho, falta de cuidados médicos, fome e assassinato. O partido é acusado de desrespeitar os direitos Humanos nesse período, promovendo o massacre de opositores, intelectuais e pessoas suspeitas de se relacionar com o governo anterior. Em 1979, ainda que apoiado pelo governo comunista da China, o Khmer Vermelho foi deposto pela intervenção de tropas vietnamitas, levando a um novo conflito que perduraria até a intervenção da ONU no país.

Os horrores do regime do Khmer Vermelho podem pertencer já do passado, mas a questão se os seus crimes constituem genocídio ou não, prossegue no tribunal de guerra patrocinado pela ONU, como escreve Brendan Brady na Foreign Policy:

[..] In 1999, U.N. experts concluded that the Khmer Rouge should face charges for genocide, war crimes, and crimes against humanity. […]

In light of the denial and obfuscation of the former regime’s leadership, the court’s role in clarifying the historical record is now especially important. […]

Many advocates of minority rights applaud the addition of genocide charges as a way for these groups to reaffirm their rights in Cambodian society. Lyma Nguyen, a lawyer representing a group of 17 ethnic Vietnamese survivors, says the genocide charge would allow her clients to formally pursue the truth about why they were targeted and, in the process, “reconstitute their identity.” Lawyer Lor Chunthy said the more than 200 Cham Muslim civil parties he represents are still consolidating their place in Cambodian society. “There is still discrimination against the Cham, so this sends an important message that Muslims in Cambodia are part of the country,” he notes. Both lawyers said the groups they represent unequivocally think they were singled out because of their ethnic or religious identity.

Cambodian advocates of the charge also say it carries enormous symbolic weight that will help the tribunal receive local support. “The addition of genocide charges reflects what the millions of Cambodians who survived have wanted since 1979,” says court spokesman Reach Sambath. […]


Peray, «The Nation»

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