Notas ao café…

A “taxa Google”

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 13, 2010


Ares, «Cagle Cartoons»

O Governo francês está a estudar a hipótese de criar uma taxa a aplicar sobre as receitas publicitárias dos principais motores de busca, entre os quais o Google. A proposta apresentada vai no sentido de taxar em um ou dois por cento o total das receitas publicitárias dos motores de busca, estimando-se que isso representaria entre dez a vinte milhões de euros por ano, montante que seria utilizado para apoiar diversas iniciativas culturais, sobretudo as mais afectadas pela revolução digital. O imposto é conhecido como a “taxa Google”, embora também seja aplicável a motores como oYahoo, Microsoft e a redes sociais como o Facebook.

Actualmente, essas empresas são taxadas nos países onde têm sede, embora sejam responsáveis pela captação de uma parte importante do mercado publicitário em França, assim como em outros países. Nicolas Sarkozy já deu instruções ao ministério das Finanças para fazer uma análise do mercado no sentido de perceber, do ponto de vista fiscal, o peso das actividades publicitárias dos motores de busca internacionais presentes em França.

Com escreve a Der Spiegel, a iniciativa de Nicolas Sarkozy divide os europeus:

[…] Laurent Joffrin, editor of Libération, described such a tax as “just.” “The free market has created this original division of tasks: the creators of the content pay the expenses, while the distributors make the profits,” he wrote on Thursday. And the French Society of Authors and Composers (SACD) praised the ideas in the report as “audacious and pertinent.”

Critics, however, have questioned how the authorities will actually work out how many French users are being reached by a particular online ad. “I have nothing against taxes and subsidies in general,” Chris Anderson, editor of US magazine Wired, said in an interview with Libération on Thursday. “But I think such a system would be absolutely impossible to put in place due to the global nature of the Internet.”

[…] The reaction from Germany’s business press was also scathing. The Financial Times Deutschland called the proposal “absurd,” saying it “completely ignores the essence of the Internet, where a company can have its headquarters in the US, its administration in Ireland and its servers distributed throughout the world.” It adds, “in the end the Google tax would only hurt the local Internet users. For Internet companies the simplest thing would be to just to block French users from using their sites.”

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