Notas ao café…

Google vs. China

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 15, 2010


Riber Hansson, «Svenska Dagbladet»

Numa (quase) dramática mudança de atitude para com o governo chinês, a Google  devido à censura, que não pretende tolerar mais, e aos ataques que tem sido alvo os seus sistemas — principalmente a contas de activistas dos direitos Humanos no Gmail — ameaçou retirar-se da China, uma notícia que na altura passou despercebida à maioria dos chineses, devido à censura que a notícia foi alvo.

Quem poderá vir a ganhar com a saída da Google é o Baidu, um motor de pesquisa chinês que é o mais utilizado naquele país que com a saída do seu principal rival irá ver a sua quota  de mercado aumentar, algo que não passou despercebido a Wall Street e aos investidores internacionais que vêm, principalmente agora, este motor de busca como promissor investimento, como se escreve no Alphaville, um blog do Financial Times

Na primeira resposta oficial à ameaça da Google, do governo chinês apenas disse que as empresas fornecedoras de serviços de Intenet têm que obedecer às leis chinesas e não mostrou qualquer indicio de querer obter um compromisso com a Google.


Peray, «The Nation»

A Goolge instalou-se na China em 2006, tendo adoptado algumas limitações impostas pelas autoridades locais aos resultados de pesquisa. Com mais de 350 milhões de utilizadores de Internet e mais de mil milhões de dólares de receitas anuais provenientes dos motores de busca, a China é um mercado apetecível e durante muito tempo a Google aceitou as “limitações” impostas pelo governo chinês.

Froma Harrop, na Truthout, escreve que a atitude da Google pouco terá a ver com a censura que se diz alvo ou os ataques ao Gmail. A verdade, como Harrop escreve, é que ao atacar o Gmail o governo chinês mostrou que possui o “código do Google”:

[…] Google.cn for stuff about the Dalai Lama or the banned spiritual group Falun Gong produce only propaganda denouncing them.

The issues raised by these cyber-attacks also are about business — Google’s business.

In hacking the Gmail accounts, the Chinese apparently uncovered Google’s “core source code.” That would enable them to “get all kinds of interesting data,” James Mulvenon, an Internet security expert, told The Wall Street Journal. Some of it could be used to find security flaws in Google’s systems.

These codes are proprietary information. They belong only to Google, the company says with justification.

But where are Google’s sensitivities to intellectual property rights in its refusal to stop lifting material from news organizations and slapping it on Google News, beside its ads?

[…] Google’s very public attack on China’s leadership will no doubt enrage the gray men sitting at the lead banquet table. And it’s time that someone did.

For that, Google deserves bravery points.

Of course, Google is also serving itself. Its row with China has dragged Secretary of State Hillary Clinton to its defense.

Some observers predict that Google and China will go behind closed doors and work out a deal that protects Google’s interests while continuing China’s suppression of dissident voices. Google’s “don’t be evil” motto does not preclude being a weasel.


Rainer Hachfeld, «Neues Deutschland»

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