Notas ao café…

O Brasil e o Haiti

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 16, 2010


Chappatte, «Le Temps»

A ajuda internacional já chegou ao Haiti e as operações de salvamento terem começado, a situação no terreno torna tudo difícil, o desespero cresce na ilha e os primeiro confrontos ocorreram. Há notícias de ataques em armazéns da ONU em Port-au-Prince, onde já estão cerca de 15 mil toneladas de provisões. Em outras localidades do país, as populações barraram estradas com os corpos da vítimas para exigirem ajuda mais rápida. Como a polícia do Haiti é actualmente quase inexistente, a segurança tem que ser assegurada pelas forças militares internacionais estacionadas no Haiti.

Países de todo o mundo tentam encontrar os seus cidadãos no Haiti e em especial o Brasil que tinha uma forte presença neste país. Pelo menos 14 militares brasileiros morreram no terremoto e há ainda 4 desaparecidos. O Brasil é o país que mais militares tem neste país na força de manutenção de paz da ONU, a MINUSTAH. Entre os brasileiros que morreram encontrava-se a Dra. Zilda Arns Neumann, muitas vezes conhecida pela Madre Teresa do Brasil.

O Brasil também foi dos primeiros a responder à chamado de ajuda ao Haiti e como sinal de empenho no auxilio a este país, o próprio ministrou da Defesa Nelson Jobim encontra-se no Haiti com uma delegação para avaliar a situação e elaborar um plano de ajuda. O Presidente Lula da Silva mantém contacto permanente com o Presidente Obama e o antigo Presidente Clinton para coordenarem o esforço de ajuda. O governo brasileiro já prometeu 15 milhões de dólares em ajuda. Celso Amorim, ministro de Negócios Estrangeiros do Brasil defende que o mandato da MINUSTAH seja prolongado para auxiliar o processo de reconstrução.


Deng Coy Miel

Sem dúvida que o Haiti nos próximos anos vai precisar de ajuda internacional. Desde o início que o Presidente Obama tomou a iniciativa, mas com os EUA empenhados na reconstrução do Iraque e do Afeganistão e de um historial de ocupações neste país, os EUA não serão o melhor candidato para ajudar o Haiti a estabilizar-se. Por seu lado, o Brasil já há muito que está envolvido na segurança do Haiti e, além disso, quer ter um papel cada vez mais influente na política internacional. A crise do Haiti é, como escreve Fabrícia Peixoto da BBC Brasil, uma oportunidade para esta super-potência em ascensão consolidar seu papel de liderança no processo de paz haitiano e de toda a região.

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