Notas ao café…

Monsieur Sarkozy

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 27, 2010


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Em França todos as atenções estiveram em Nicolas Sarkozy, na noite de segunda-feira, quando o Presidente francês sentou-se na cadeira de entrevistado, da estação de televisão privada TF1, ao lado de onze eleitores “típicos” para ouvir as suas preocupações e assegurar aos franceses mais afectados pela crise que tudo fará para manter o sistema de apoio social, embora tenha evitado perguntas sobre a redução das reformas. Ao mesmo tempo assegurou que não enviará mais militares para combaterem no Afeganistão. Uma entrevista criticada pela oposição, a poucos meses das eleições regionais, e o Presidente Sarkozy acabou por ser acusado de ter instrumentalizado a cadeia TF1, considerada muito próxima do chefe de estado.

Charles Bremner, correspondente do Times, pega neste mesmo ponto a escreve que a prestação de Nicolas Sarkozy só tem rival em Silvio Berlusconi — claro que há sempre Vladimir Putin. A descrição que Bremner faz da “cena de Sarkozy” resume bem o que se passou:

[…] The two-hour prime-time spectacle, staged by the Elysée palace with a compliant TF1 network, was pure reality show. If you suspended your disbelief, it was well done. Eleven troubled citizens sat around tables sharing their woes with a paternal therapist who happens to be President. Nathalie, the unemployed marketing graduate, Marguerite, whose husband is unemployed, Bernadette the supermarket cashier, Martine, the nurse, Rex from the banlieue, Jimmy the small businessman and four of the five others told a humble Uncle Sarko how they were unable to make ends meet.

The President sympathised, using their Christian names and showing his understanding of what the Elysée calls la France qui souffre. Leading the country out of recession was tough, Sarkozy admitted. He blamed the Socialists of the 1990s for sapping the economy with their 35-hour working week and he promised an imminent drop in unemployment. With one exception, the guests were clearly dazzled to be on TV in the presence of Monsieur le Président de la République — as well as of Jean-Pierre Pernaut, a folksy TV presenter who is the hero of the rural elderly.

Well-briefed, Sarkozy managed to tell Sophie, a struggling milk farmer from the Tarn, the exact price per litre that she receives for her milk. Rex, a draughtsman from Villiers-le-Bel, a riot-prone immigrant area, worried about Sarkozy’s debate on French national identity, which has focused solely on France’s Muslims. “A nation is like a family, Rex,” said Sarkozy. “If you don’t talk any more, if you don’t listen to one-another… when you wake up 10 years later, it’s too late.” After that, Rex even said nice things about Sarkozy’s policing effort in the banlieue. The comedians are having fun today because Rex is more commonly a dog’s name in France.

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