Notas ao café…

A “cor” do dinheiro

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 28, 2010

“Friends, Romans, countrymen, lend me your ears;
I come to bury Caesar, not to praise him;
The evil that men do lives after them,
The good is oft interred with their bones,
So let it be with Caesar …”

William Shakespeare, in “Julius Caesar” (Acto III, cena II)


Clay Bennett, «Chattanooga Times Free Press»

Não sei se E.J. Dionne Jr. tinha o discurso de Marco António em mente quando escreveu, no Washigton Post, que a decisão do Supremo Tribunal dos EUA  em considerar inconstitucional a imposição de limites no financiamento das campanhas eleitorais por parte das empresas — para os magistrados estava em causa a «liberdade de expressão» das corporações — pede uma revolução “populista”.  Mas talvez tivesse a de Thomas Jefferson: “Banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies”. Escreve Dionne:

“Populism” is the most overused and misused word in the lexicon of commentary. But thanks to a reckless decision by Chief Justice John Roberts’s Supreme Court and the greed of the nation’s financial barons, we have reached a true populist moment in American politics.

[…] Defenders of this vast expansion of corporate influence piously claim it’s about “free speech.” But since when is a corporation, a creation of laws passed by governments, entitled to the same rights as an individual citizen? This ruling will give large business entities far more power than any individual, unless you happen to be Michael Bloomberg or Bill Gates.

The only proper response to this distortion of our political system by ideologically driven justices is a popular revolt. It would be a revolt of a sort deeply rooted in the American political tradition. The most vibrant reform alliances in our history have involved coalitions between populists (who stand up for the interests and values of average citizens) and progressives (who fight against corruption in government and for institutional changes to improve the workings of our democracy). It’s time for a new populist-progressive alliance. […]

Como refere Dionne no seu artigo, a decisão do Supremo ao garantir a uma corporação os mesmos direitos que a um individuo, pura e simplesmente abandonou mais de um século de legislação no qual os interesses privados não podem ser iguais aos de um individuo, porque o poder dos primeiros será sempre superior ao do último. Com o pretexto de estar a proteger a Primeira Emenda da Constituição e a “liberdade de expressão”, os magistrados do Supremo, maioritariamente oriundos do campo Republicano, como escreve Jeffrey Toobin na New Yorker, fizeram precisamente o contrário. E em nome de certos interesses, o poder do povo, pelo povo e para o povo cai — The evil that men do lives after them…


Adam Zyglis, «The Buffalo News»

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