Notas ao café…

Irão “nuclear”

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 15, 2010


Cardow, «The Ottawa Citizen»

Na cerimónia de comemoração do 31º aniversário da Revolução Iraniana, o Presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou que o Irão é agora um “estado nuclear”, mas negou que o país pretenda produzir armas nucleares.

Ao mesmo tempo, a polícia e opositores ao regime entravam em confronto nas rua de Teerão. As autoridades bloquearam estradas e a polícia e as milícias Basij foram enviadas para deterem os manifestantes. A luta das ruas de Teerão passou rapidamente para o ciber-espaço: o acesso à Internet foi dificultado e o serviço de e-mail da Google, o Gmail, foi bloqueado.


Olle Johansson

Depois de Barack Obama ter anunciado mais sanções contra companhias associadas à Guarda Revolucionária, a Secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou neste domingo, durante uma visita ao Catar, que existem evidências de que o Irão tenta construir uma bomba nuclear e pediu que o país “reconsidere suas decisões políticas perigosas”.

Jahangir Amuzegar, antigo ministro das finanças do Irão, escreve que os verdadeiros problemas da República Islâmica são económicos e não os que se passam nas ruas. Mark Dubowitz escreve que as sanções já estão a dar resultados, mas Marc Lynch continua a dizer que as negociações são a melhor opção:

[…] So that leaves us with negotiations and sanctions… which don’t seem to have great prospects right now, but at least avoid the worst outcomes of the other approaches. The sanctions would likely work better if they remain carefully targeted and tightly linked to negotiating strategy (i.e. the White House approach) rather than being primarily expressive and driven by domestic politics (i.e. the Senate’s version). Engagement should be combined with a consistent message of U.S. support for public freedoms and human rights, which could raise the international and domestic costs of the regime’s repression without tarnishing the opposition movement by association. The overall focus should be on ways to build the conditions under which a negotiation strategy can work — no easy task, but the best option available. In general, we’d all do better if we could focus public discourse less on hopes for regime change and war, and more on the less sexy but more helpful question of how to make a negotiations strategy work.

Juan Cole, no Reader Supported News, coloca o “Movimento Verde” em cheque: para Cole a oposição não pode continuar indefinidamente em demonstrações publicas de desobediência, especialmente devido aos custos humanos que estão a aumentar, com espancamentos, tiros com munições reais, detenções em massa e execuções. E também não pode continuar a depender de redes sociais na Internet, uma vez que estas podem ser facilmente anuladas.


Kal, «The Economist»

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