Notas ao café…

O ataque de Papandreou

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 15, 2010


Christo Komarnitski

Os membros da UE concordaram em ajudar a Grécia, mas apenas no caso de absoluta necessidade. A UE, principalmente a Alemanha e a França, exigem que este país faça cortes na despesa pública significativos. Mas a Angela Merkel e Nicolas Sarkozy não querem correr o risco de ver Atenas falida, o que poderia vir a custar-lhes milhões de euros.

Já a enfrentar sérias dificuldades – tanto internas como no que diz respeito aos seus parceiros da UE – situação da Grécia tornou-se consideravelmente pior. Na televisão nacional, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, que não gostou da decisão da UE, atacou esta (entenda-se principalmente Alemanha) pela a criação de uma “psicologia de iminente colapso”. O Sr. Papandreou, ao mesmo tempo, também insinuou que a Grécia foi tratada, em muitos aspectos, como uma “cobaia de laboratório”.

O governo grego, ao mesmo tempo, implicitamente também sugere a possibilidade de colapso – com a possibilidade de contágio para Portugal e Espanha (e daí para o sistema bancário da América Latina, etc.) Uma forma de pressionar a UE; mas este é um jogo perigoso. A Grécia não é o Goldman Sachs, ou seja, não pode ameaçar de uma forma credível que a sua ruína irá derrubar todo o sistema financeiro europeu e mundial.

A Grécia segue o caminho da Argentina (que luta há muitas décadas com crises e cujos líderes mais frequentemente “atacam” o mundo), país pontuado com episódios de uma prosperidade razoável e por crises financeiras, que não abalam o mundo. As acções desestabilizadoras ou declarações inflamadas da Grécia pouco irão ajudar, apenas irão aumentar a crise dentro da união. Mas a Grécia tem problemas reais que precisam ser enfrentados e que irá muito mais fácil para todos se houver ajuda externa.


Frederick Deligne

No New York Times escreve-se que Wall Street ajudou a Grécia a “esconder” a verdade sobre a sua situação financeira; Wall Street não criou a crise europeia, mas permitiu que a Grécia se endividasse para lá dos seus limites, em negócios perfeitamente legais.

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